Morte de Romina na Itália: Causas da morte continuam a ser um mistério

28/10/2013 00:01 - Modificado em 27/10/2013 22:46

Romina SoaresAs autoridades italianas ainda não se pronunciaram ainda sobre as causas da morte da cabo-verdiana, Romina Soares. A jovem de 26 anos faleceu no mês de Junho de 2012 na Itália, mas até agora a família não dispõe do relatório médico. Os familiares estão indignados porque querem esclarecer as razões que provocaram a morte da jovem.

 

A jovem, natural de São Vicente rumou à Itália em 2011, na companhia de um cidadão italiano mas, no dia 11 de Junho de 2012 foi encontrada sem vida numa residência de uma mulher que a abrigou na cidade de Veneza. Volvidos um ano e quatro meses, os familiares da cabo-verdiana Romina Soares encontrada morta numa residência na Itália continuam a aguardar pelo resultado da autópsia.

 

Drama

A família sublinha que a jovem não padecia de qualquer doença, por isso, querem acabar com o sigilo à volta da causa da morte. A mãe de Romina sublinha que vive um drama que lhe mudou a vida, pois a situação causou-lhe vários transtornos, na medida que das autoridades cabo-verdianas na Itália e da Polícia Italiana nunca teve esclarecimentos, apenas convive com o silêncio.

O filho de Romina, de sete anos, está sob a guarda da mãe da vítima que reside em Fonte Inês. A entrevistada explica que com a morte da filha, o neto ainda não recebeu qualquer apoio e que teve de abdicar do trabalho para cuidar da criança. E ainda, assegura que os pertences de Romina nunca chegaram a Cabo Verde. Por outro lado, pede a quem de direito que a apoie no sentido de se apurar o que passou com a cidadã Romina Soares. Isto é, a verdade dos factos, para que a causa da sua morte deixe de ser um mistério.

 

Caso

O NN sabe que na altura, as autoridades procederam à realização da autópsia, mas que o seu resultado nunca foi disponibilizado à mãe de Romina. Maria da Cruz, cidadã cabo-verdiana, natural da zona de Espia foi a mulher que deu abrigo a Romina, pelo que foi interrogada pela Polícia Italiana durante as investigações.

Sobre a versão dos factos, Maria revelou que “foram para um convívio e no regresso a casa Romina, como sempre, deitou-se num sofá-cama. No dia seguinte foi acordar a amiga e reparou que ela não apresentava sinais vitais, por isso, sentou-a no sofá na tentativa de reanimá-la”.

Por ora, a família de Romina não sabe o que provocou a morte desta jovem que, em 2007, foi trabalhar na ilha do Sal. Depois, conseguiu um emprego numa empresa de hotelaria e restauração, na ilha da Boavista e, em 2011, foi trabalhar para Itália.

 

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