Casa Serradas: trabalhadores ponderam avançar com despedimento colectivo por justa causa

25/10/2013 02:02 - Modificado em 25/10/2013 01:53

carteira vaziaOs funcionários da Casa Serradas estão na iminência de avançar com um auto-despedimento colectivo por justa causa. A razão desta decisão deve-se ao atraso no pagamento dos salários e está a ser tratada com o Sindicato da Indústria, Comércio e Serviços. Este online sabe que a decisão de auto-despedimento pode culminar no encerramento da empresa e num pedido de indemnização pelos anos de serviço.

 

Sem um sinal no fundo do túnel, o desespero continua a assombrar os funcionários da Casa Serradas que apenas exigem o próprio salário para iniciarem uma vida nova. O colectivo composto por 45 trabalhadores, através do Sindicato da Indústria, Comércio e Serviços recorreu ao Tribunal de São Vicente, onde conseguiram ver arrestada a sede do estabelecimento comercial na Rua de São João para que possam reaver os salários em atraso e uma eventual indemnização no decurso do processo que pode ditar o encerramento da firma.

 

E agora, com o passar dos dias e sem verem a cor do dinheiro há seis meses, os trabalhadores não descartam a hipótese de recorrerem ao auto-despedimento. Isto quando, o sócio-gerente, César Serradas se encontra em parte incerta e com os produtos a escassearem nos armazéns e nas prateleiras.

 

Contactado pelo NotíciasdoNorte, o secretário-permanente do SICS, Virtolino Castro 1confirma que os trabalhadores estão a analisar o momento porque passam na Casa Serradas. O sindicalista sublinha que ainda não existe uma decisão concreta, mas que as perspectivas apontam que na próxima semana, o SICS esteja em condições de anunciar “definitivamente” a posição defendida pelos funcionários.

 

Aspirações

O NN sabe que os funcionários da Casa Serradas deitam contas à vida devido aos seis meses de salários em atraso. Só que todas as contas levam a uma única solução: como pagar as despesas no fim do mês? É um drama. Cada um salva-se como pode, como sublinham alguns trabalhadores que carregam no corpo anos de dedicação àquele estabelecimento comercial.

 

O desejo dos trabalhadores é que a situação seja resolvida em tempo útil e breve para que cada um possa receber o seu salário. Mas o certo é que dias melhores teimam em não vir, porque nada muda: os funcionários estão a à mercê da própria sorte e à beira do desemprego. Isto quando se suspeita que possam ser vítimas de um calote à portuguesa, já que os responsáveis tomaram um chá de sumiço para não arcarem com as próprias responsabilidades.

  1. Serradas

    As autoridades têm que agir o mais rápido possível, porque o Sr. César já não vai voltar e nem têm condições para tal, torrou todo o dinheiro da venda do imovel da praça estrela, tomou fiado em várias casas comerciais, não pagou a alfândega não produtos do Continente ( foi pago por uma seguradora ) e deve milhares às Finanças e INPS. O Estado têm que ser mais rápido pois são familias que não recebem à 6 meses.

  2. Mário Leite

    Casa Serradas à beira da falência. O gerente está fora do país. O gerente Cesar Serradas está em parte incerta. Toda a gente sabe que a culpa nao ė do gerente mas sim duma grande maioria dos trabalhadores dessa empresa que fazendo abuso da confiança dos donos enriqueceu de um momento para outro. Donde vieram esses supermercados, esses carrões e essas mansões que os empregados desta empresa possuem actualmente? Decerto não do seu salário que recebiam oficialmente todos os meses. Nao vou citar nomes e Mindelo é pequenino e todos sabem quem eu refiro. Infelizmente é uma cultura quase geral: enriquecer ilicitamente à custa dos donos abusando da confiança que lhes foi depositada.
    Onde está o Sindicato para accionar o Ministério Publico afim de ser investigado a origem das riquezas dos ex-empregados? Um ou outro membro do Sindicato tambem está envolvido nessa máfia e nao lhes interessa que os responsáveis sejam punidos. Finalmente a maioria que nao roubou e fechou ou olhos é a vitima da ganância e da desonestidade dos outros colegas. Que tal sirva de lição para outros. Contudo nao creio pois faz parte da nossa cultura. O desemprego ė o preço que se paga.

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