Ministério Público acusa ex-director da Cadeia de São Vicente de corrupção passiva

7/06/2012 01:43 - Modificado em 7/06/2012 01:43
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O NN sabe que o ministério público deduziu a acusação do ex-director da Cadeia de São Vicente, Manuel Cândido, e os outros arguidos envolvidos no processo. O ex-director da cadeia de São Vicente e guardas penitenciários Graciano e Ruth foram acusados de corrupção passiva. O MP acusou os detidos Zé Pote, José Jorge e Lígia de corrupção activa.

 

O Ministério Público da comarca de São Vicente deduziu a acusação do ex-director da cadeia de São Vicente, Manuel Cândido e os outros arguidos envolvidos no processo em que eram suspeitos de terem prestado favores aos detidos Zé Pote, José Jorge e Lígia, Graciano e Ruth ficaram acusados da prática de um crime de corrupção passiva. O subdirector da cadeia de São Vicente ficou apenas como testemunha no processo, mas vai responder a um processo disciplinar. Agora o processo será encaminhado para o Juízo Crime da Comarca de São Vicente, onde o juiz irá agendar a primeira audiência de julgamento para apurar os factos que constam da acusação.

De relembrar que o ex-director da Cadeia de São Vicente, Manuel Cândido está em prisão preventiva desde o dia 10 de Fevereiro do corrente ano. Esta decisão foi tomada pelo juiz Antero Tavares, depois de fazer o primeiro interrogatório a Manuel, Graciano e Ruth, deixando os outros dois arguidos sob TIR e suspensão das suas funções. O ex-director, Manuel Cândido, o ex-chefe de segurança Graciano e a ex-responsável pela ala feminina Ruth foram detidos pela PJ no dia 08 de Fevereiro depois de uma investigação feita pelo ministério da Justiça no mês de Janeiro. A investigação começou depois de uma denúncia acerca de regalias concedidas pela direcção do presídio ao três reclusos a cumprir pena por tráfico de drogas. O ex-director Manuel Cândido foi transferido para a Cadeia de São Martinho, na cidade da Praia, por motivos de segurança, depois que a sua advogada alegou que a integridade física deste estava comprometida. Porque partilhava refeitório e pátio com reclusos que um mês antes estavam sob a sua jurisdição. Uma situação que violava a lei dos direitos especiais dos agentes prisionais alvos de processo judicial.

 

 

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