Sucessão no PAICV: o partido tem de aprender a viver sem JMN

21/10/2013 00:08 - Modificado em 20/10/2013 22:43

JMNevesTudo indica que os tambarinas têm de aprender a viver sem JMN ao leme do partido e os “ventoinhas” sem a tremedeira de pensarem em voltar a ver pela frente Neves nas urnas. É que, José Maria Neves reafirma que não será candidato a nada em 2016.

 

Em entrevista ao “Expressodasilhas”, José Maria Neves reafirma que não será candidato a nada em 2016. “Já anunciei que não serei candidato em 2016 ao cargo de Primeiro-ministro e, portanto, não faz sentido recandidatar-me à presidência do PAICV.

Em finais de 2014 haverá eleições para a nova liderança do partido, deveremos criar condições para haver alternância dentro do PAICV, para emergirem novas lideranças e protagonizarem as novas lutas que o partido deve fazer para os novos tempos”. Neves faz estas declarações numa altura em que no âmbito do PAICV surge “uma vaga de fundo” no sentido de fazer JMN voltar atrás na sua decisão de não ser “candidato a nada” e de voltar à Universidade para dar aulas e doutorar-se. Vaga essa que é levada a sério pelo MpD que não tem de voltar a enfrentar “o homem que o derrotou três vezes nas legislativas”.

Nessa entrevista, o presidente do PAICV ignora os temores dos “ventoinhas” e apelos em surdina dos seus camaradas e aponta o futuro imediato do seu partido. “Penso que o PAICV deve passar por uma profunda renovação no quadro da preparação das eleições de 2016”, mas também captar simpatizantes fora do partido conseguindo federar “as forças democráticas e de esquerda da sociedade cabo-verdiana”. O presidente do PAICV reforça essa ideia defendendo que “o partido tem de prestar muita atenção aos seus princípios e valores, ao seu ideário de esquerda democrática e teremos de estar à frente na apresentação de propostas para enfrentarmos os novos desafios que se colocam ao país.

O país cresceu, está num novo patamar e hoje exige-se muito mais dos partidos políticos e ainda mais dos que estão a exercer o poder”. Tudo indica que os “tambarinas” têm de aprender a viver sem JMN ao leme do partido e os “ventoinhas” sem a tremedeira de pensarem em voltar a ver pela frente Neves nas urnas.

  1. Fogo

    K o diabo o leve para o fundo dos enfernos

  2. Cândida Leite

    O nosso partido tem a obrigação de viver sem qualquer dos que jà se consideram incondicionais ou incontornàveis. A semente que lançaram ou o modus faciendi não é o adequado para nôs. Uns dizem que imitamos os portugueses mas por mim os que se apoderaram do poder sabotaram os ideiais de Cabral que, aliàs, não eram inteiramente proprios para Cabo Verde. Um exemplo? A união com a Guiné que – felizmente para ambos – não se fez. Dizer o contrario é prova de mà fé

  3. alberto tavares

    Sejamos sinceros. Este homem, com sorriso de galã, não desenvolveu a nossa terra. Serà adulado na nossa ilha porque roubou às outras para engrandecê-la. Mas fica na histôria como um predador que se protegeu e protegeu familiares e camaradas. Felizmente os factos são viziveis e ninguém me pode tratar de bairrista (sou santiaguense). Gostaria de ver a evolução por todas as ilhas. Em Santiago fez digues, e 10 barragens; podia ter-se lembrado de St° Antão e S.Nicolau. Pode ir; não deixa saudades

  4. Milena Furtado

    Esse naco de homem arrogante e bairrista, deu kabo das outras ilhas de Cabo Verde sugando e sufocando tudo para investir em Santiago!!!!!! ELE K VÁ PRO INFERNO!!!!!!!

  5. Nita Fortes

    José Maria Neves é o perfeito exemplo de politico africano arrogante, megalômano nepotista e bairrista. Antes de subir no galho prometeu mundos e fundos, depois foi distribuindo aos seus conforme lhe apeteceu e nunca parou de mentir. Se não fosse a sua mão armada” ela jà estaria deposto e, talvez, sentado no banco dos réus devido a sua mà gestão e fortuna mal ganha. Hoje JMN não tem mais de 20% de simpatizantes no seu prôprio partido.

  6. Eduardo Oliveira

    Todos os politicos, nomeadamente os dos paises pobres, deviam apresentar a lista dos seus bens antes de exercer qualquer cargo e, ao sair, deviam ser “controlados” pois não estiveram à testa de nenhum comércio mas em um cargo de responsabilidade limitada. Até aqui, este fulano esteve como que à testa de uma mercearia onde podia mandar, sabia que não dava balanço e, ainda por cima, mandar no patrão

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