Crime em águas internacionais:Tribunal decide se o suspeito será julgado em Cabo Verde ou Portugal

16/10/2013 00:11 - Modificado em 15/10/2013 23:59

barcoBonifácio Rocha, de 45 anos, indiciado como autor da morte de um cidadão marroquino a bordo do barco de pesca português “Príncipe das Marés” está sob custódia do Departamento da Polícia Judiciária de São Vicente. O caso ocorreu a cerca de 500 milhas da zona sul da ilha do Fogo, em águas consideradas internacionais. Mas este online sabe que o processo vai ser entregue ao Tribunal de São Vicente, instância judicial competente para decidir o destino do cozinheiro.

 

O NN apurou que o arguido está no Departamento da PJ que prossegue com as diligências para executar os expedientes necessários e conduzir o processo às instâncias judiciais. A PJ não avança informações sobre o caso, mas assegura que as averiguações estão a ser realizadas para que nas próximas horas, o cidadão Bonifácio Rocha passe para a tutela do Tribunal de São Vicente.

Este online sabe que levando em conta que o assassinato do cidadão marroquino terá ocorrido em águas internacionais, a situação será analisada pelas instâncias judicias com base na legislação para decidir se as autoridades cabo-verdianas têm competência legal para aplicar medidas de coacção ao indivíduo e levar avante o processo de instrução.

Quanto ao corpo da vítima, este encontra-se na morgue a aguardar a chegada de um médico legista para realizar a autópsia. Finda a perícia médica, as autoridades vão reunir as condições para fazer a transladação do corpo do mesmo para ser sepultado na sua terra natal.

 

Caso

De realçar que o caso ocorreu na sexta-feira, 12 de Outubro, quando o cozinheiro Bonifácio Rocha atacou parte dos 13 tripulantes do barco “Príncipe das Marés” com uma arma branca. O indivíduo aproveitou-se da sua “forte” estrutura física para consumar o ataque. Um cidadão marroquino não resistiu aos ferimentos e acabou por falecer a bordo. Já o mestre do pesqueiro foi ferido na barriga e nas mãos e um outro tripulante ficou ferido nas mãos.

O suspeito, que embarcou há uma semana, tentou pôr termo à sua vida atirando-se para o mar, mas depois de quatro horas de buscas, foi resgatado pela tripulação da embarcação que o “deteve” em segurança para que pudesse ser entregue às autoridades judiciárias.

 

Problemas

Os familiares de Bonifácio Rocha asseguram que há algum tempo que este vinha dando sinais de padecer de anomalia psíquica. E que o mesmo já esteve internado nos serviços mentais de um hospital no Senegal, numa altura em que vivia naquele país. O irmão do cidadão, António Martins, explica que ele estava a enfrentar problemas familiares, nomeadamente com a companheira e que “falava em pôr termo à sua vida”.

 

  1. Bolero

    A tripulação não devia preocupar com este assassinio monstro e deixá-lo no fundo do mar para festança dos peixes.

  2. Costa

    O problema é que ainda não viram que os Tribunais em CV estão a incentivar esse tipo de situações. O que estão a fazer é um autêntico genocídio social nas ilhas- quem vai pagar?

  3. quintino p. semedo

    assa foi a melhor atitude que tiveram os tripulantes, resgata-lo e entrega-lo as autoridades para que responda pelos seus atos.

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