Estudantes cabo-verdianos na Profiacademus: Depois da tempestade veio a bonança

14/10/2013 00:11 - Modificado em 13/10/2013 23:58
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PROFIACADEMUSUm grupo de estudantes cabo-verdianos que estuda na Profiacademus, Escola Profissional de Santa Comba Dão em Portugal, viu uma luz acender-se ao fundo do túnel. Isto porque vivem dias melhores, depois de terem estado à beira do despejo do local onde residem porque a escola não lhes concedia o subsídio para pagarem as despesas de alojamento.

 

Depois de viverem dias conturbados por terem recebido um alerta de expulsão por parte dos proprietários das residências onde estão alojados por não liquidarem as despesas de alojamento, os estudantes começam a respirar de alívio, quando a situação parece regressar à normalidade.

 

Volvido cerca de um ano, os estudantes, em contacto com o NN sublinham que vivem dias melhores, porque a situação ficou de alguma forma resolvida. Os entrevistados avançam que uma das melhorias passou pelo aumento do subsídio de alojamento, de 94,50€ para 125€. E que a embaixada de Cabo Verde passou a dar-lhes uma maior atenção e que, ainda, a mudança da direcção da escola veio dar um novo alento.

 

Os estudantes afirmam que valeu a pena saírem do anonimato para lançarem um pedido de socorro, quando estavam prestes a ser despejados. É que agora, todos os meses recebem o subsídio, pelo que defendem que “estamos contentes, pois a situação teve melhorias e agora, esperamos que tudo corra bem”.

 

Recordamos que o problema surgiu porque a direcção da Profiacademus não tinha disponibilizado o subsídio para pagarem quatro meses de alojamento que estavam em atraso. Com um pedido de socorro enviado à Embaixada de Cabo Verde em Portugal, os estudantes ficaram à espera de uma decisão da Profiacademus no sentido de se evitar o despejo.

 

O pedido de auxílio tardou em chegar e, a cada dia que passava, estes estudantes comiam o pão que o diabo amassou, porque o sonho de se formarem para contribuírem para o desenvolvimento de Cabo Verde transformou-se num pesadelo. Bateram a várias portas para pedirem auxílio e a vida continuava a ser-lhes madrasta porque não encontravam qualquer sinal no fundo do túnel.

 

Mas o apelo feito ao Governo de Cabo Verde, haveria de surtir efeito quando estavam prestes a serem despejados. A ministra das Comunidades inteirando-se da situação desse grupo de estudantes, pediu a intervenção da Embaixada de Cabo Verde em Portugal. Depois de se estabelecer um diálogo com a direcção da Profiacademus, esta acabou por disponibilizar o subsídio para que os estudantes liquidassem as despesas com os proprietários.

 

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