Oito meses de prisão substituídos por trabalho comunitário

11/10/2013 00:04 - Modificado em 10/10/2013 23:12

alcool2O Juízo Crime da Comarca de São Vicente condenou um cidadão a oito meses de prisão que foram substituídos por 100 horas de trabalho comunitário na CMSV. O arguido assumiu os factos e confessou ter conduzido sob efeito de álcool. De realçar que a sua detenção ocorreu durante uma acção da Polícia em que o homem foi submetido ao teste de alcoolemia que acusou uma taxa de 1,72 g/l de álcool no sangue.

 

A Polícia Nacional deteve na zona de Campim um condutor profissional que estava a conduzir sob o efeito de bebidas alcoólicas. Durante uma fiscalização ao trânsito de veículos, a PN detectou que o condutor estava bêbado na altura em que conduzia uma viatura de carga.

 

O NN apurou que o homem, de 54 anos, conduzia com uma taxa de 1,72 g/l de álcool no sangue, por isso, foi presente ao Tribunal para aplicação de uma medida de pena. Em Tribunal, o indivíduo confessou o crime de condução sob o efeito do álcool e sublinhou que “foi um erro, porque em 24 anos de condução nunca tinha cometido irregularidades no trânsito. A verdade é que estava num convívio familiar e fui accionado por um cliente para prestar um serviço”.

 

Factos

 

O arguido assegurou que não pensou nas consequências por ter consumido alguns cálices de bebidas alcoólicas. E que, no trajecto não criou qualquer obstrução à passagem de outros veículos. Porém, a sua situação complicou-se quando a PN o submeteu a uma operação de controlo de álcool na condução.

 

O juiz viu na confissão do arguido uma vontade de mudança e de arrependimento e salvaguardou o facto do condutor ter consciência do seu erro. “O arguido está consciente do seu acto e que a sua conduta foi perigosa e reprovável. O Tribunal espera que não haja reincidência, pelo que a medida de pena tem de ser adequada ao caso”.

 

Medida de pena

 

O magistrado aplicou uma pena de oito meses de prisão, porém, substitui a medida por trabalho comunitário. Por isso, o homem vai cumprir 100 horas de trabalho ao serviço da Câmara Municipal de São Vicente, isto é, contribuindo com a sua viatura no transporte de materiais.

 

Mas ficou o aviso por parte do juiz “se não cumprir o trabalho comunitário, o mesmo será revogado e terá de cumprir os oito meses de prisão. Por outro lado, o arguido deve evitar conduzir sob efeito de bebidas alcoólicas, porque a reincidência pode ter contornos diferentes”.

  1. Mindelense

    A corja de bandidos perigosos (assassínios, violadores, assaltantes, membros de gang, etc…) que estão presos no Hotel de Ribeirinha não recebem, para além das penas de cárcere fechado, penas de trabalhos forçados/pesados ou comunitários também? Aliás pelos crimes que cometeram, trabalhos comunitários é mais uma colónia de férias!!!! Há tanta luta de direitos humanos para com os presidiários que se esquece os direitos das vítimas e familiares!!! JUIZES, ADVOGADOS E LEIS QUE FOMENTAM A VIOLÊNCIA.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.