Alaíde Lima: A entrada de mulheres nas FA não é algo fácil

4/10/2013 00:07 - Modificado em 4/10/2013 00:02

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA jovem Alaíde Lima conseguiu realizar o seu sonho que era o de entrar para as Forças Armadas Cabo-verdianas. Esta jovem nasceu em São Vicente em 1992 e hoje, ostenta a patente de Cadete nas Forças Armadas. Lima estuda Medicina na Academia Militar de Angola e diz estar firme na decisão que tomou na sua vida. Finda a formação na Academia Militar, Alaíde deverá ser promovida a Tenente e gradualmente irá ter outras promoções no decorrer da sua carreira.

 

A nossa entrevistada referiu ao NN que ser militar foi o sonho de criança e que, em 2011, as FA abriram-lhe as portas para a concretização do mesmo. “Em Março de 2011, as Forças Armadas atribuíram-me uma bolsa de estudo na área de saúde e acabei por ingressar no curso de medicina. Esta designação coincidiu com as minhas aspirações para fazer uma carreira militar, porque sempre disse que não entraria para as Forças Armadas, sem antes fazer uma formação universitária”.

Alaíde Lima conta com dois anos nas Forças Armadas e tem a pretensão de continuar na instituição castrense assim que terminar a formação em Angola. Lima afirma que quando voltar a Cabo Verde, o objectivo será defender a sua pátria e trabalhar em prol da nação cabo-verdiana.

 

Formação

A jovem foi para Angola no âmbito de um acordo entre as Forças Armadas Cabo-verdianas e as FAA. É que as FACV têm concedido inúmeras bolsas de estudo a militares para formação no ensino superior em Angola. O objectivo passa por qualificar quadros, isto é, oficiais com formação superior nas áreas de Engenharia e Medicina. Nesta última área, a falta de médicos nas FACV leva as autoridades a solicitar o apoio do Ministério da Saúde para a prestação de serviço.

 

Mulheres vs FA

Alaíde diz que a entrada de indivíduos do sexo feminino nas FA não é algo fácil, visto que leva tempo. E há que ter consciência das actividades que fazem parte da esfera das Forças Armadas. Lima acrescenta que “tive de esperar algum tempo para entrar nas FA, pois em Cabo Verde para as mulheres entrarem nas FA têm de passar por algumas etapas, concursos, testes físicos e psicotécnicos. No meu caso, durante o ano de 2010 tentei entrar para as FACV, participando nalguns concursos como os cursos de Cabo para sexo feminino e depois para a Academia Militar em Portugal”.

 

Recrutamento

A jovem militar caracterizou o recrutamento como um período difícil. Mas, Alaíde afirma que “sabemos que se um militar não passar pelo processo de recrutamento, nunca irá conseguir adaptar-se a uma vida militar. No fim, vemos que conseguimos ultrapassar essa fase driblada pela pressão psicológica. Porque a carga física consegue-se com o tempo e eu nunca pensei em desistir porque era algo que eu queria fazer e, conhecendo novas pessoas, fui superando as dificuldades”.

 

  1. Olá jovem Força
    Alguém anda a dizer que o distino está nas nossas mãos, e creio que sim
    Tudo aquilo que a gente quer vai conseguir na vida. Quem não quer anda a dizer que não tem sorte e não tem padrinho.Deus não dá quem não quer ok
    Força jovem

  2. Cadete atento

    Facv esta a dar passos importantes na sua modernização e melhoria da qualidade técnica dos seus quadros, apostando na formação de médicos e engenheiros capazes de dar nova cara e prestigio as FA. Força jovem cadete Alaide

  3. Dje Guebara

    Parabèns Alaìde e sigas sendo optimista.( O optimismo è a força motriz para triunfar,por esso quem no luta por seus ideais não triunfa sigas lutando para conseguir todos os teus sonhos para que essos sonhos sejam uma realidade.)

  4. jose pinto

    a entrada das mulheres nas Forças armadas tem sido mais fáceis do que dos homens que são obrigados a ir.

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