Agentes prisionais não baixam os braços: “greve é a solução para as nossas reivindicações”

2/10/2013 00:02 - Modificado em 2/10/2013 09:28
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Este online sabe que o Ministério da Justiça não tem dado resposta aos pedidos de negociações e nem atendeu às reivindicações dos agentes prisionais das cadeias de Cabo Verde. Perante esta situação, já foi entregue o pré-aviso de greve, com duração de quatro dias, ao MJ, à Direcção-Geral dos Serviços Penitenciários, à Direcção-Geral do Trabalho e às direcções dos presídios.

 

Devido ao incumprimento do acordo por parte do MJ, no mês de Abril, a Associação dos Agentes de Segurança Prisional de Cabo Verde tomou uma decisão: realizar uma greve no mês de Junho para reivindicar o pagamento dos serviços prestados pela classe.

Depois de realizar uma greve de três dias em 2011, os agentes convocaram uma nova greve para 2012 porque o MJ persistia em não pagar os serviços extraordinários, garantir o aumento do salário e pagar os subsídios de turno e de risco.

Mas a acção de luta foi suspensa porque a Associação dos Agentes de Segurança Prisional de Cabo Verde reuniu-se com o Ministério da Justiça que prometeu atender aos pedidos dos funcionários dos Serviços Penitenciários até finais de 2012. O MJ não cumpriu a sua promessa, por isso, os agentes prisionais pretendem paralisar os serviços no próximo mês.

Um grupo de agentes da Cadeia de São Vicente disse ao NN que “não vamos baixar os braços, a greve é a solução para as nossas reivindicações, porque o MJ não está a honrar com o compromisso acordado em 2012”.

 

Sindicato apoia greve

A decisão dos agentes prisionais é partilhada pelo sindicalista João Manuel Vaz, que em representação do presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviços, João Mette que está em Portugal, sublinhou que os agentes devem iniciar a greve no dia três de Junho e que essa acção de luta vai durar quatro dias.

Em declarações à RCV, João Manuel Vaz afirmou que “o Ministério da Justiça não está a honrar os compromissos assumidos em Agosto de 2012, altura em que uma outra greve foi desconvocada depois da entidade patronal ter prometido atender às reivindicações desses profissionais”.

Mas volvidos nove meses, os agentes prisionais e o STCS cansaram-se de esperar pelo Governo, por isso, vêem a realização duma greve como a solução desse problema. Porém, o sindicalista salienta que podem voltar à mesa das negociações se a tutela der sinais de querer evitar a greve, ou seja, que honrará os compromissos já assumidos em Agosto de 2012.

 

Reivindicações

Recorde-se que os agentes prisionais têm várias reivindicações tais como férias acumuladas, sobrecarga horária, integração de novos agentes prisionais, implementação da nova grelha salarial e subsídios que há muito lutam por receber, uma vez que o MJ arcou apenas com o pagamento de uma parte da dívida pelos serviços prestados.

 

 

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