Serviços Penitenciários: “agentes prisionais não têm razões para recorrer à greve”

1/10/2013 00:25 - Modificado em 1/10/2013 00:25
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prisao preventivaA Associação dos Agentes de Segurança Prisional de Cabo Verde tomou a decisão de realizar uma greve de três dias para reivindicar o pagamento dos serviços prestados pela classe ao Ministério da Justiça. Mas para o Director-geral dos Serviços Penitenciários e da Reinserção Social, os agentes prisionais não têm motivos para paralisar os trabalhos, a partir desta terça-feira.

 

Jacob Vicente, Director-geral dos Serviços Penitenciários e da Reinserção Social sublinha que o Governo e o Ministério da Justiça têm estado a cumprir o acordo. O Director dos Serviços Penitenciários e Reinserção Social sublinha que “não há motivos para a greve dos agentes prisionais agendada para os dias 1,2 e 3 de Outubro. Isto porque, já foram atendidas quase todas as reivindicações dos agentes penitenciários, estando outras em processo de resolução”.

Jacob Vicente considera que existe uma certa “ansiedade”, que pode ser legítima pode estar na base da decisão dos agentes prisionais em avançar para uma acção de luta durante três dias. O NN sabe que o Governo deverá avançar com uma requisição civil para garantir os serviços mínimos para que não haja constrangimentos maiores nos presídios de Cabo Verde.

Recorde-se que o anúncio da greve feito pela AASP-CV surgiu na sequência do incumprimento por parte do Ministério da Justiça de um pré-acordo celebrado em Novembro de 2012. E que de entre outras reivindicações estão: pagamento de férias acumuladas, sobrecarga horária, integração de novos agentes prisionais, fardamento, transporte, implementação da nova grelha salarial e subsídios que há muito lutam por receber, uma vez que o MJ arcou apenas com o pagamento de uma parte da dívida pelos serviços prestados.

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