Gerente da Casa Serradas sumiu e Tribunal penhora prédio

26/09/2013 00:16 - Modificado em 26/09/2013 00:18

tribunal mindeloOs funcionários da Casa Serradas comem o pão que o diabo amassou porque vivem em situação de penúria, pois estão há seis meses sem receber os salários porque a empresa não arcou com as suas responsabilidades. O responsável, César Serradas tomou um chã de sumiço e nem com o recurso ao Tribunal os trabalhadores conseguem reaver de forma rápida o dinheiro em dívida.

 

Sem um sinal no fundo do túnel, o desespero continua a assombrar os funcionários que apenas exigem o próprio salário para iniciarem uma vida nova, caso os responsáveis vierem a declarar falência dessa actividade comercial. Este cenário está à vista, numa altura em que o sócio-gerente, César Serradas se encontra em parte incerta e com os produtos a escassear nos armazéns e nas prateleiras.

Com o apoio do Sindicato da Indústria, Comércio e Serviços, os trabalhadores recorreram ao Tribunal de São Vicente que decidiu penhorar um dos mais importantes edifícios da Casa Serradas para resolver parte do drama dessas pessoas: penhora do edifício onde funciona a sede do estabelecimento comercial na Rua de São João para que possam reaver os salários em atraso e uma eventual indemnização no decurso do processo que pode ditar o encerramento da firma.

Dificuldades

O NN sabe que os funcionários da Casa Serradas deitam contas à vida devido aos seis meses de salários em atraso. Só que todas as contas levam a uma única solução: como pagar as despesas no fim do mês?É um drama. Cada um salva-se como pode, como sublinham alguns trabalhadores que carregam no corpo anos de dedicação àquele estabelecimento comercial.

Os funcionários manifestam a sua frustração perante a “falta de consideração do dono da loja”. “Somos nós quem temos gerido as lojas. Já não há mais entradas nas prateleiras e armazéns”. E muitos empregados, devido aos problemas financeiros que enfrentam, têm vindo a sobreviver graças ao apoio de familiares e amigos.

Aspirações

Os trabalhadores sublinham que “queremos que a situação seja resolvida em tempo útil e breve para que cada um possa receber o seu salário”. Mas o certo é que dias melhores teimam em não vir, porque nada altera: os funcionários estão a à mercê da própria sorte e à beira do desemprego. Isto quando se nota que os responsáveis a tomaram um chã de sumiço para não arcarem com as suas responsabilidades.

 

  1. João José

    Sr. Jornalista, com que então os responsáveis tomaram um “chã de sumiço”, ou será “chá de sumiço”??? Pelo amor de deus, um JORNALISTA??? Nem para dizer que foi engano, pq o erro foi repetido 2 vezes. PELO AMOR DE DEUS!

  2. joao.pt

    já vi pior kkkkk….

  3. Mário Leite

    Casa Serradas à beira da falência. O gerente está fora do país. O gerente Cesar Serradas está em parte incerta. Toda a gente sabe que a culpa nao ė do gerente mas sim duma grande maioria dos trabalhadores dessa empresa que fazendo abuso da confiança dos donos enriqueceu de um momento para outro. Donde vieram esses supermercados, esses carrões e essas mansões que os empregados desta empresa possuem actualmente? Decerto não do seu salário que recebiam oficialmente todos os meses. Nao vou citar nomes e Mindelo é pequenino e todos sabem quem eu refiro. Infelizmente é uma cultura quase geral: enriquecer ilicitamente à custa dos donos abusando da confiança que lhes foi depositada.
    Onde está o Sindicato para accionar o Ministério Publico afim de ser investigado a origem das riquezas dos ex-empregados? Um ou outro membro do Sindicato tambem está envolvido nessa máfia e nao lhes interessa que os responsáveis sejam punidos. Finalmente a maioria que nao roubou e fechou ou olhos é a vitima da ganância e da desonestidade dos outros colegas. Que tal sirva de lição para outros. Contudo nao creio pois faz parte da nossa cultura. O desemprego ė o preço que se paga.

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