entre a vida e morte na procura de um ganha-pão

24/09/2013 07:34 - Modificado em 24/09/2013 07:34
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areia (1)No Lazareto, ilha de São Vicente, já morreram doze pessoas soterradas durante a extracção de areia. Mas apesar dessas perdas humanas, os homens que trabalham nessa actividade continuam a ignorar o perigo porque esse é o seu ganha-pão para sustentarem os filhos. De realçar que há anos que os trabalhadores pedem a intervenção das autoridades para que possam trabalhar em segurança.

A perda de vidas humanas durante a extracção tem provocado dor e seio de várias famílias e marcas que ficam guardadas na memória e que não se apagam com o passam dos tempos. Por outro lado provoca revolta na classe que dedica a essa actividade. Isto porque, as autoridades assobiam para o lado, enquanto motoristas e ajudantes continuam a desafiar a morte para conseguir dinheiro que dê para sustentar os filhos.

Contactado pelo NN, alguns cidadãos que se dedicam à apanha de areia mostraram-se indignados com a passividade das autoridades por não criarem condições que lhes permita trabalhar em segurança. E defendem que as mesmas só dão a cara quando ocorre alguma tragédia no local, isto quando deveriam reunir-se com a classe para encontram a melhor solução para reestruturar da extracção de inertes em São Vicente.

 “Esta actividade tem as suas contrariedades, mas é o ganha-pão de muitos homens. Mas as autoridades podiam fazer alguma coisa para evitar perdas de vidas humanas. Isto é, não é só esperar quando haja uma tragédia para virem ver. Deviam derrubar todas as dunas que estão em perigo de derrocada e assim trabalhávamos em segurança” declara Alberto Dias.

Por seu lado, Rodrigo Alves partilha da opinião de Alberto e assegura que “quando há mortes, as autoridades chegam ao local prometem melhorias, mas a situação continua na mesma. É de salientar também que há empresas que têm a sua parte de culpa, porque os maquinistas fazem labirintos e quem chega para trabalhar com picareta e pá fica exposto ao perigo”.

Arcelino Ferreira refere que a CMSV e algumas empresas já colaboraram na limpeza das dunas que apresentavam sinais de derrocada. Mas, o entrevistado assegura que chegou a hora das pessoas e das autoridades reflectirem sobre esta situação que tem deixado marcas nalgumas famílias que não se apagam com o passar do tempo.

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