Tudo indica que o Roterdam afundou

23/09/2013 00:22 - Modificado em 23/09/2013 11:03

navioCondições atmosféricas adversas, excesso de carga e passageiros não autorizados podem ter contribuído para o afundamento do navio Roterdam

 

Dezassete dias após o desaparecimento do navio Roterdam existem mais especulações do que certezas sobre o que terá acontecido ao navio e aos seus tripulantes. O que se sabe é o que o navio saiu no dia 8 de Setembro do Porto da Praia com destino à Boavista e não se sabe o que aconteceu. As autoridades marítimas não têm explicações: não sabem se o navio afundou ou não. O que se sabe é que o Roterdam desapareceu com seis tripulantes a bordo. Mas de acordo com o jornal “A Semana” o navio levava a bordo mais cinco pessoas que viajavam clandestinamente. Esta ideia é corroborada por testemunhos que esse semanário diz ter recolhido na cais da Praia junto de pessoas que viram o navio sair do cais. Mas a Capitania dos Portos não confirma essa versão e agarra-se ao documento que é feito antes da partida de qualquer navio, onde constam apenas os tripulantes. E o capitão dos portos sustenta esta afirmação pelo facto de “ninguém ter procurado as autoridades para comunicar o desaparecimento de mais cinco pessoas”.

 

Gente e carga a mais

 

Com o passar dos dias a tese do naufrágio seguido de afundamento ganha fundamento embora não exista uma prova que aponte nesse sentido. E sem provas, a Capitania dos Portos vai continuar a falar de “desaparecimento”. Mas o que aconteceu no dia 8 de Setembro antes da partida do navio pode ter jogado a favor da tragédia. Em primeiro lugar, as condições climatéricas que se faziam sentir nesse dia não eram aconselháveis para que um navio de 26 m se fizesse ao mar. E aqui coloca-se a questão: quem autorizou a saída do barco com uma tempestade tropical a afectar o arquipélago? Outro factor que pode ter contribuído para a tragédia é o excesso de carga. De acordo com o depoimento de um marinheiro ao semanário “A Semana”, “O Roterdam estava sobrecarregado. O porão estava cheio de garrafas de refrigerantes e água, enquanto que o convés estava lotado de barris de cerveja. O navio saiu “derribado”. E, terceiro e último factor: passageiros não autorizados. Estes três factores a confirmarem-se, podem ter contribuído para a tragédia de 8 de Setembro. Mas por enquanto, estamos na presença de um mistério.

 

 

  1. CidadaoCV

    Excesso de carga e mau tempo, poderão sim ter contribuído para tenha acontecido uma tragédia. Mas passageiros clandestinos? Em quê cinco passageiros clandestinos terão contribuído para uma provável tragédia do navio?

  2. Jose leite

    Então excesso de passageiros nao contribui também para essa tragédia ? Sendo um barco de carga transportar passageiros não contribui ?

  3. Joca

    Deixem-se de ingenuidade ou estupidez:

    -Clandestinos são desconhecidos, com motivações desconhecidas…!

    quem sabe alguém terá capturado o navio? já pensaram nisso ? (desligar comunicações e zarpar através de algum corredor menos usado?

    -Afundar ? e o lastro que deveria vir ao de cima e algum até não se teria afundado com o corpo do navio.

    -Perder-se? com rádio ?, e tráfego nas redondezas? 2 a 3 dias depois haveria algum contacto.

  4. Visão crítico

    pois é, 5 passageiros clandestinos não faz nenhuma diferença num navio de 26 metro. melhorem isso por favor

  5. Den

    Totalmente acordo consigo CidadãoCV.

  6. Ainda temos esperanças num bom final, tenho a certeza que alguma coisa mal aconteceu com eles mas, eu quero ver provas de que o navio afundou…

    Alguma coisa a flutuar. Mas nada. Para mim o barco está desaparecido, vamos esperar até o fim…

  7. Paulo

    Estou convicto que o navio esteja simplesmente desaparecido e sem sistema de comunicação a funcionar. Se tivesse afundado até barris de cerveja flutuavam, quanto mais garrafas e outras cargas leves. Não concordo com passageiros clandestinos nesse navio, posso acreditar em boleia. Espero ansiosamente pelo aparecimento do navio nalgum recanto do nosso grande oceano. Mas, deveriam fazer mais buscas com aeronaves para águas mais distantes do que as 30 milhas que li no sapo on-line.

  8. Nuno

    Não se desesperem..!! Todos as embarcações que até agora desapareceram nas ilhas ficaram a deriva até chegarem as costas do Brasil devido a correnteza e isso dura de 20 a 30 dias. É uma visão muito pessimista dizer que o barco afundou porque assim sendo já teriam aparecido coisas a flutuar e combustível no mar.
    Será q qdo começaram as buscas tiveram em conta o facto de que devido ao vento a embarcação já poderia estar muito afastada e a busca só foi efectuada nas proximidades???

  9. Maurino C. B. Delgad

    Precisamos assumir o País com sentido de responsabilidade. O acidente do navio Rotterdam é mais um ato da nossa irresponsabilidade. Já era previsível esse tipo de acidente porque o Oficial da marinha mercante, João de Deus havia denunciado, por escrito, num dos jornais da praça mais lidos, procedimentos e omissões do IMP que propiciavam esse tipo de acidente. O Primeiro- Ministro e o Governo não tomaram medidas. Os Deputado e o Presidente da República não chamaram à atenção. A sociedade civil calou. Houve perdas humanas. Os prejuízos materiais com a perda do barco e das mercadorias e outras, são milhares de contos que podiam ser poupados se as autoridades assumissem as suas responsabilidades. Isso não pode continuar quando temos o problema do desemprego para resolver, que não se compadece com esse tipo de gestão.

  10. Elda

    Ha mais desaparecidos alem dos tripulantes? Desvendam esse misterios
    Ha familias enlutados alem dos da tripulacao?
    pequenas embarcacoes foram parar ao Brazil, por isso a busca de continuar nessa direcao

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