Rebocador Leopard: de arresto judicial à sucata

23/09/2013 00:20 - Modificado em 23/09/2013 00:20
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OLYMPUS DIGITAL CAMERADepois da remoção do navio Mar Azul que estava afundado junto do cais onde funcionava a Interbase, vai ser a vez do rebocador Leopard encalhado na zona da Galé. Para o Estado de Cabo Verde, a remoção dessa embarcação da Baía do Mindelo é um processo complexo, por isso, assinou um contrato de desmantelamento com a empresa Desindava. E o desmantelamento surge como a cereja no topo do bolo, já que esta solução dribla os elevados custos de remoção.

 

A legislação cabo-verdiana permite que um navio esteja encalhado no território nacional por um período de 90 dias. E findo esse prazo, a lei declara que a embarcação passa a ser propriedade do Estado. No caso do rebocador Leopard, cujo encalhe aconteceu a 1 Setembro de 2011, o seu abandono por parte dos proprietários determinou que a embarcação passasse a ser propriedade do Estado, entidade que viria a assumir os custos da remoção do local de encalhe.

 

Mas o certo é que a situação do Leopard arrasta-se há vários anos, visto que em 2006 por ordem do Tribunal de São Vicente, o rebocador ficou arrestado na Baía do Porto Grande do Mindelo, isto porque um credor moveu um processo de arresto e as instâncias judiciais deram ordens para interditar a saída da embarcação do país.

 

Porém, o problema maior surgiu em Setembro de 2011, quando subitamente o rebocador foi encalhar pela segunda vez na zona da Galé. No primeiro encalhe, o rebocador Monte Cara consegui trazer a embarcação para a Baía do Mindelo. Mas no segundo caso, um rombo no casco criou dificuldades para a conclusão da operação de retirada do Leopard da Galé.

 

Por agora, as razões do encalhe continuam por esclarecer, pelo que volvidos dois anos, devido aos elevados custos de remoção, as autoridades marítimas optaram pelo desmantelamento. E é dessa forma que nos próximos meses, a empresa Desindava vai desmantelar o rebocador Leopard e como contrapartida assinada no contrato com as autoridades marítimas, a empresa Desindava fica com a sucata extraída dessa embarcação.

 

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