Valdirene Sequeira: viver a vida militar

23/09/2013 00:01 - Modificado em 22/09/2013 23:44

OLYMPUS DIGITAL CAMERAValdirene Sequeira sempre quis ter uma experiência nas Forças Armadas. Aos 23 anos abandonou a Banda Municipal para integrar a Banda Militar. Porém, como queria viver de forma intensa a vida militar, desistiu da formação para Sargento-músico. Hoje, com 28 anos, Valdirene é 1º Cabo e auxiliar administrativo no Comando da 1ª RM. E quer cumprir o dever de trabalhar em prol da nação cabo-verdiana por toda a vida.

 

Valdirene Sequeira tinha por hábito frequentar o Comando da 1ª Região Militar. Em 2008 decidiu seguir as pisadas do irmão que pertence às Forças Armadas. Nesse ano as FA abriram-lhe as portas para cimentar a sua aspiração. Valdirene faz parte de uma geração de jovens que em 2008 decidiu entrar para a instituição castrense a fim de ocupar vagas destinadas a indivíduos do sexo feminino.

 

Segundo Sequeira “a primeira oportunidade para ser militar surgiu num contacto com o Sargento-Ajudante Flávio Moreira que me alertou da existência de vagas para a Banda Militar. Como sempre, quis ter uma experiência nas Forças Armadas e então preparei todos os documentos necessários e entreguei-os no Comando Militar. Fui seleccionada e após ter sido submetida aos testes físicos e psicotécnicos fui eleita para fazer a formação de Sargento para a Banda Militar na cidade da Praia”.

 

Incorporação

 

Valdirene foi incorporada nas Forças Armadas em 5 Maio de 2008 na cidade da Praia. E foi recrutada para fazer formação de Sargento-músico para a Banda Militar. Porém, devido ao atraso no arranque do curso, decidiu mudar o seu rumo nas FA. Sequeira foi contactada acerca de um curso para Cabo que ia ser ministrado na Praia. A jovem fazia parte de um grupo de oito mulheres entre centenas de homens nessa incorporação. Após a formação fui colocada na cidade da Praia, mas em 2010 fui enviada para o Comando da 1ª Região Militar.

 

Valdirene seguiu viagem para a ilha de Santiago, a fim de participar na referida formação. Mas ao chegar na capital reservaram-lhe uma surpresa “informaram-me que eu ia fazer a formação de Sargento-músico para a Banda Militar. Porém, como tinha intenção de viver intensamente a vida militar optei pelo curso de Cabo. Depois de concluir o curso fiquei na Praia e recebi uma formação profissional de auxiliar administrativo. E em 2010 transferiram-me para o Comando da 1ª Região Militar”.

 

Recrutamento

 

O recrutamento é uma experiência importante para qualquer soldado. A jovem militar caracterizou o recrutamento como um período difícil. Mas “que me ajudou a ser uma pessoa responsável, porque ganhei força psicológica para ultrapassar a fase marcada pela pressão psicológica. Por outro lado, estava longe da minha família, por isso, tinha que dar o meu máximo. Hoje tenho orgulho em pertencer às Forças Armadas. Porque a nossa integração nas FA servirá de encorajamento para outras mulheres que têm o sonho de vestir a farda militar”.

 

Valdirene quer continuar a trabalhar em prol da nação cabo-verdiana. Porque após o juramento da bandeira tornou-se num dever que ela terá de cumprir por toda a vida. Sequeira pensa alcançar uma nova etapa que passa pela formação de Oficial e foi com esse objectivo no horizonte que pediu transferência para São Vicente.

  1. Abracadabra

    Será que a mini reportagem está correcta? uhmmmmmm. Não sei não. Curso de Cabo para Centenas de homens!!!!! O Curso de Cabos em Cabo Verde nunca ultrapassou os 70 militares. Se 8 fossem mulheres onde estão as centenas de homens?

  2. Ludemilla Leite Gome

    Realmente, é de louvar as mulheres que vestem a Farda Militar e que de FACTO, vivem intensamente a vida Militar. Eu tenho grandes exemplos de Mulheres Militares que em 2010 passaram por estas fases com muito sacrifício. Não há sacrifício maior, que deixar uma filha recém nascida para frequentar o referido Curso de Oficial (que não é nada fácil, psicologico nem fisicamente).Que foi o caso da Srª Cadete Karina Santos. Tiro-te o chapéu K.Santos, vestiste MESMO, a Farda das FACV. Abraços, Ludemilla.

  3. Sanches

    Quer dizer que efectivos da Banda Militar não vivem a vida militar intensamente? Pois fiquem sabendo que a B.M Para além de fazer o que lhe compete fazer de especialidade, ainda assegura a maior parte do serviço da guarda da Região a que pertence, o que falta mais para uma maior intensidade…?

  4. Dje Guebara

    Força criola de nôsh terra è um orgulho ver mulheres caboverdeanas bem valentes com os pantalones bem posto.(Valdirene, o mundo esta em mãos de aqueles que tem a coragem de sonhar,e correm o risgo de viver seu sonho ) Parabèns.

  5. pois é…num curso de cabo nunca chegou aos 100 homens, pois, eu fiz mas eramos só 64…Entre 62 homens 2 mulheres, eu e a colega que foi selecionada para fazer o curso de cabo…

  6. mas de toda a maneira és uma mulher forte, voçês nos encorajaram sim, pois foram as primeiras que chegarom…fale a pena sofrer e lutar para que possamos vencer… é uma experiencia única mesmo.

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