Captura do búzio do pepino-do-mar: Mergulhadores e pescadores pedem legislação

19/09/2013 00:35 - Modificado em 19/09/2013 00:35
| Comentários fechados em Captura do búzio do pepino-do-mar: Mergulhadores e pescadores pedem legislação

pepino do mar4Os mergulhadores e pescadores que se têm dedicado à captura do pepino-do-mar e dos búzios pedem com urgência a legislação e fiscalização dessa actividade que está proibida em Cabo Verde, por falta de uma regulamentação por parte da Direcção-Geral das Pescas. A DGP tinha dado luz verde para uma possível legalização depois de defender que a proibição se deve à forma como esses moluscos são capturados dado que a actividade não oferece condições de segurança para os envolvidos.

 

Em representação da classe, Paulo Semedo, membro do Sindicato que auxilia os trabalhadores do sector das pescas, sublinha que deve haver um estudo por parte das autoridades competentes dos mares de Cabo Verde, seguido de legislação e fiscalização da pesca do búzio e do pepino-do-mar. E que caso as autoridades não estejam em condições de concluir estes propósitos que o Governo atribuía um subsídio aos chefes de família que vivem da captura desses moluscos.

 

Na ilha de São Vicente, a captura do pepino-do-mar e do búzio tornou-se numa actividade rentável para várias famílias, nomeadamente na aldeia piscatória de São Pedro. A captura desses moluscos, apesar de ser ilegal, tem a sua maior incursão de mergulhos na zona sul do Ilhéu dos Pássaros pelo que, com o passar do tempo, transformou-se num ganha-pão para várias famílias.

 

Isto apesar dos constrangimentos e histórias de mergulhos que resultaram em mortes e de mergulhadores/pescadores que ficaram incapacitados depois de sofrerem lesões. Esta classe defende que “a DGP deve procurar soluções, porque há pessoas a arriscarem a vida para retirarem o sustento do fundo do mar. A extracção do pepino-do-mar já demonstrou aparentar ser uma boa oportunidade de negócio. Por isso, a DGP deve tirar as suas ilações para fazer a legalização e, posteriormente, um trabalho de fiscalização nas áreas de captura”.

 

Por seu lado, Paulo Semedo entende as restrições da Direcção-Geral das Pescas em relação à segurança de quem pratica essa actividade, bem como assegurar a sustentabilidade da captura de búzios e de pepinos-do-mar.

 

Mas esse activista sindical defende que “então devem determinar a quantidade desses moluscos que se devem apanhar por momento. Pelo que deverão criar um sistema de controlo, de modo que quem for apanhado com quantidades superiores deverá ser alvo de uma sanção e o produto ser apreendido. É certo que tudo isso vale com base na criação de uma legislação, porque essa actividade tem sido o garante do sustento de muitas famílias”.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.