Taxistas apontam o dedo aos transportes turísticos

19/09/2013 00:22 - Modificado em 19/09/2013 00:22

taxi svOs taxistas de São Vicente estão indignados com a concorrência desleal por parte dos condutores dos transportes turísticos. Segundo eles, esses condutores andam a invadir o seu espaço de trabalho. Por isso, irão tomar medidas para acabar com esta situação. Para os taxistas em causa estão a cor branca nessas viaturas, o letreiro no tejadilho e a utilização das paragens de táxis.

 

Segundo a Associação de Taxistas de São Vicente, esta entidade pretende modernizar a classe e resolver os problemas que afectam os taxistas na ilha. Além disso, propõe-se acabar com a concorrência desleal por parte dos transportes turísticos, porque há motoristas dos transportes turísticos a circular à noite com o letreiro de táxi.

 

Este online sabe que a maior parte dos taxistas de São Vicente reprova a atitude dos proprietários desses veículos, pois consideram ser uma ilegalidade a intromissão na sua área de trabalho, uma vez que cada entidade deveria ocupar-se das actividades que a lei dos transporte públicos regulamenta.

 

Concorrência desleal

 

De acordo com a ATSV “os transportes turísticos andam a invadir a nossa área de serviço. Eles fazem serviços que de acordo com a lei são feitos por um táxi. Estamos abafados por esses condutores que andam a cobrir a nossa linha de trabalho, do modo como estacionam nas praças de táxi ou chegam em determinados locais e afirmam serem táxis. O que consideramos ser um desrespeito à nossa classe”.

 

Segundo os membros da Associação de Taxistas de São Vicente, as informações que têm em mãos são que essas viaturas se destinam ao transporte de turistas. Isto porque, os veículos turísticos obtêm um alvará através de uma agência de viagem e passam a trabalhar em sintonia com essa agência.

 

Os taxistas afirmam que “a nossa posição é que se eles têm uma licença concedida para o transporte turístico, então que deixem que os taxistas prestem o serviço público acedido a um táxi, porque prestamos um serviço a qualquer cidadão, enquanto que eles trabalham ligados ao turismo. E se não tomarmos medidas, daqui a pouco essa concorrência irá ultrapassar os limites com clandestinos a operarem fora da sua área de jurisdição”.

 

Medidas

 

Os taxistas afirmam que irão tomar medidas para combater esse método de trabalho dos transportes turísticos. A ATSV irá contactar a Direcção-Geral de Transportes Rodoviários e a PN para acabar com esse serviço clandestino. Por outro lado, defendem que os transportes turísticos não podem possuir a cor branca, pois essa cor foi consignada no BO e pertence aos táxis de São Vicente. Por isso, consideram que a adopção da cor branca foi uma forma de camuflarem e invadirem o serviço prestado por um táxi.

 

A classe não descarta a hipótese de realizar uma manifestação reclamando pelos seus direitos. E a ATSV apela para a boa postura de todos os taxistas, em termos de vestuário e apresentação, de modo a dignificarem a classe.

  1. Manande-Sancent

    Taxista é class de gent malandre, qe kré sentá polpa tud dia num cadera!!!

  2. 2T

    O Sr. Presidente ATSV, tcha de fala asnera k taxistas também ta fazé traboi de TRANSPORTES TURISTICOS. Quando chegam ao aeroporto com cartazes das agências então não estaão a fazer o trabalho de taxista. Vê la isso e faz-me saber qualquer coisa. Obrigado

  3. Coculi

    Caros taxistas,

    Em vez de se prepararem para uma demonstração deveriam aprender a comportarem-se como um verdadeiro taxista. Talvez nao sabem que um taxista é mais que o condutor de um carro. Ele é o cartão de visita duma cidade. Ele é uma das primeiras pessoas que o turista contacta mais de perto quando chega ao País.
    Para começar. A apresentacao fisca deixa muito a desejar. Claro está nem todos mas um grande numero veste-se desleixadamente, sai arrastando com chinelas, parece ter medo de agua e sabão, nao toma o trabalho de sair do taxi e abrir a porta para o cliente, recusa entabular uma conversação com o cliente, nao está disposto a ajudar o cliente com a sua bagagem, é casmurro, olha para o cliente como se ele fosse um indesejavel e mais parece preocupado com o acelerador do que conduzir com segurança. Enfim a lista é grande. Mas se a classe quiser ser respeitada tem de fazer autocrítica e melhorar a sua postura para merecer o título de cartão de visita da cidade.
    p.s. 40 anos atras estive ligado a este ramo de comercio. Eram felizmente outros tempos, outras normas e outros valores e acima de tudo mais brio, mais amor e orgulho para a profissão

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