ADECO mantém a petição pública contra taxa de aluguer de contador

18/09/2013 00:05 - Modificado em 18/09/2013 00:05
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adecoA ADECO mantém a petição pública para a eliminação das taxas mensais de aluguer dos contadores da água e da electricidade. A petição que circula pelo país destina-se à Assembleia Nacional, às Entidades Reguladoras e ao Governo. Pedro António Silva, presidente da ADECO explica que apesar das tarifas de água e electricidade praticadas em Cabo Verde serem umas das mais caras do mundo, as autoridades impõem taxas que “são meros expedientes de extorsão dos parcos recursos dos consumidores”.

 

Segundo os números da ADECO os consumidores gastam entre 1605 escudos e 15.446 escudos de encargos anuais. E que estas taxas vêm sufocando as camadas economicamente mais frágeis, com todo o impacte social daí decorrente. O presidente da ADECO explica que a petição pública está a circular na internet e no formato impresso e que, findo o processo no próximo mês, a entidade que rege vai dar tratamento ao caso.

 

“Neste momento em São Vicente, a ADECO recolheu 2772 assinaturas e ainda temos por recolher abaixo-assinados em diversas zonas, bem como vamos recolher as assinaturas nas restantes ilhas do país. E no mês de Outubro, vamos fazer a recolha total, pelo que esperamos ultrapassar as expectativas que são as quatro mil assinaturas” sublinha António Pedro Silva.

 

Para o presidente da ADECO, com a petição houve ganhos a favor dos consumidores, porque despertou-se a atenção das pessoas para esta situação. E que hoje têm consciência que estão a ser lesadas por esta prática abusiva e pela passividade das autoridades. Pelo que o objectivo será solicitar a eliminação das taxas mensais de aluguer dos contadores da água e da electricidade.

 

No mês de Agosto, o presidente da ADECO disse que estava na posse de dados que confirmam que são cerca de 300 mil contos que a ELECTRA vem extorquindo por ano aos utentes. António Pedro Silva assegura que este é um expediente para extorquir dinheiro aos consumidores e garante que a sua associação está determinada a combater a prática, razão pela qual já está munida de argumentos jurídicos para, em Outubro, dar entrada da petição no Parlamento.

 

Objectivos

 

A petição exige do Governo e da Agência de Regulação Económica que anulem essa taxa que ao longo de muitos anos tem vindo a prejudicar os consumidores. Em Maio, numa entrevista ao NotíciasdoNorte, o responsável da ADECO sublinhou que tinha recolhido mais de mil e quinhentas assinaturas e a petição não é só de âmbito nacional mas envolve também a diáspora.

 

Segundo António Pedro Silva, o objectivo é o de chegar ao maior número possível de assinaturas com a participação da população. Esta luta da ADECO não é nova tendo, em 2009, abordado o assunto na comunicação social, mas desta vez está caracterizada por uma atitude concreta.

 

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