Poder saído do golpe na Guiné manda inutilizar passaportes diplomáticos

4/06/2012 00:05 - Modificado em 4/06/2012 00:21
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O poder instituído na Guiné-Bissau após o golpe de Abril ordenou aos serviços consulares do país que recolham e inutilizem os passaportes diplomáticos de diversos políticos e outros cidadãos, incluindo o primeiro-ministro, Gomes Júnior, e o Presidente interino, Raimundo Pereira.

 

A lista com números de passaportes e nomes dos respectivos titulares consta de um despacho assinado na semana passada por Idelfrides Gomes Fernandes, designado secretário de Estado do executivo instituído há algumas semanas, por acordo entre os militares que fizeram o golpe e a CEDEAO (Comunidade Económica de Estados da África Ocidental).

Para além de Gomes Júnior e Raimundo Pereira, a lista, com cerca de três dezenas de nomes, inclui, entre outros, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Djaló Pires, o ex- chefe do Estado Maior das Forças Armadas Zamora Induta, o ministro do Interior, Fernando Gomes, e o presidente da comissão de eleições, Desejado Lima da Costa.

Uma parte dos visados pelo despacho encontra-se em Portugal. Os dois últimos a chegar foram Zamora Induta e Fernando Gomes, que, segundo fonte da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) citada pela Lusa, estão em Lisboa desde sexta-feira. Estiveram refugiados na representação da União Europeia (UE) em Bissau até há pouco mais de uma semana, tendo depois passado pelo Senegal e Gâmbia, país onde foram interpelados pelas autoridades locais.

Induta, chefe das Forças Armadas até Abril de 2010, pediu refúgio na UE ainda antes do golpe – em Março, após o assassinato de um ex-responsável dos serviços de informações militares, Samba Djaló. Fernando Gomes fez o mesmo após o golpe que, a 12 de Abril, afastou o governo de Gomes Júnior. Juntamente com Raimundo Pereira, o chefe do Governo, depois de libertado pelos autores do golpe militar, foi levado para a Costa do Marfim, de onde seguiu para Portugal.

 

 

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