Acusado de abusos sexuais, vice-presidente do Parlamento britânico demite-se

12/09/2013 00:28 - Modificado em 12/09/2013 00:28
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MundoProcuradoria anunciou que Nigel Evans vai responder por oito crimes de natureza sexual, incluindo violação. Conservador quer continuar no Parlamento como deputado

 

Um dos vice-presidentes da Câmara dos Comuns apresentou a sua demissão do cargo, depois de a procuradoria britânica ter decidido acusá-lo por oito crimes, incluindo abuso sexual e violação. Nigel Evans diz-se inocente e anunciou que não vai renunciar ao lugar de deputado.

 

As acusações vieram a lume em Maio, quando o deputado conservador foi detido pela Scotland Yard, por suspeita de ofensas sexuais ocorridas entre 2009 e 2013, e o seu gabinete em Westminster chegou mesmo a ser alvo de buscas, após autorização do speaker (presidente) do Parlamento britânico, John Bercow. O deputado, que suspendeu o mandato até à conclusão das investigações, foi detido uma segunda vez, em Junho, e terça-feira acabou por ser acusado após novo interrogatório.

 

“Apesar de triste por o caso não ter sido encerrado hoje, estou certo de duas coisas: a primeira é que sou inocente, a segunda é que a minha inocência ficará provada”, disse Evans, numa declaração aos jornalistas à saída da esquadra de polícia, em que classificou de “inacreditáveis” as acusações que lhe são feitas.

 

O deputado conservador anunciou ter já informado os outros dois vice-presidentes dos Comuns da decisão de se demitir, mas assegurou que pretende continuar a representar o círculo eleitoral pelo qual foi eleito em 1992. É, no entanto, incerto se o Partido Conservador vai acatar a decisão ou em que circunstâncias poderá retomar o cargo.

 

Num comunicado divulgado terça-feira à noite, o Ministério Público anunciou ter concluído, “após cuidada consideração”, que “existem provas suficientes e que é do interesse público” levar o deputado a tribunal. Segundo a procuradoria, Evans será acusado de dois crimes de actos indecentes, cinco crimes de abuso sexual e um crime de violação. Os factos em causa terão ocorrido entre 2004 e Março deste ano e as vítimas foram sete homens, com idades na ordem dos 20 anos.

 

Deputado há duas décadas, Evans pertence à ala eurocéptica dos conservadores, partido onde ocupou vários cargos de liderança, tendo sido eleito pelos seus pares em 2010 para um dos três vice-presidentes da Câmara dos Comuns. Meses depois assumiu-se como homossexual num texto publicado nos jornais, dizendo não querer continuar a “viver uma vida de mentira”.

 

 

 

publico.pt

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