“Caçubodistas” quebram lâmpadas para facilitar assaltos”

12/09/2013 00:00 - Modificado em 11/09/2013 23:46

luzO NN apurou que alguns “caçubodistas” criaram uma nova forma para assaltar pessoas na via pública na ilha de São Vicente. Atiram pedras contra as lâmpadas dos postes de iluminação. Com esta situação, as ruas ficam às escuras e o ambiente torna-se propício para atacar pessoas que circulam nessas áreas.

 

Na cidade do Mindelo, os “caçubodistas” estão com uma nova estratégia para atacar pessoas que circulam à noite na via pública. Se dantes os gatunos apenas se escondiam atrás dos postes, dos contentores do lixo ou das paredes à espreita de alguém, hoje o cenário mudou de figura.

 

Isto porque, alguns indivíduos resolveram atacar os postes de iluminação pública para que a escuridão se torne num cúmplice na prática de delitos. Nalgumas zonas esta estratégia já surtiu efeito, pois algumas pessoas foram atacadas à saída de minimercados, reuniões e à porta das suas residências.

 

Estratégia

 

A fraca iluminação nalgumas áreas de São Vicente proporciona ambientes propícios para que haja incidência de roubos contra pessoas e propriedades. Mas o certo é que há gatunos que estão a tenta preservar a identidade quando atacam de rosto descoberto. Este online soube que alguns resolveram atacar as lâmpadas dos postes de iluminação com pedras.

 

Segundo um morador da localidade de Espia “fui assaltado por um grupo de jovens nas imediações da escola da Ribeira Bote. Vinha de uma reunião religiosa quando fui surpreendido por um estrondo. Virei-me para ver o que se passava e ouvi casquilhos de vidro a cair no chão e uma escuridão tomou conta da rua. A seguir surgiram três rapazes anunciando tratar-se de um assalto e acabaram por levar o meu telemóvel, a carteira e a pasta com os livros de culto”.

 

Nas imediações do Restaurante Sodade, no Alto Miramar, um casal de idosos assistiu da varanda da sua casa a um ataque de um grupo de rapazes a cinco indivíduos de nacionalidade estrangeira semelhante ao ataque na Ribeira Bote. “Um grupo de rapazes descia a rua e passando diante da nossa residência, um deles atirou uma pedra na tentativa de partir a lâmpada de um poste. Avançaram alguns passos onde conseguiram quebrar uma lâmpada e naquele instante aproveitaram para assaltar alguns estrangeiros”.

 

No bairro de Fonte Inês, dois cidadãos sublinham que esse tipo de comportamento foi adquirido por alguns jovens que têm passado pelas mãos das autoridades criminais, por prática de delitos na ilha de São Vicente. Questionado se assistiram a algum assalto, os entrevistados revelam que não, mas que ouviram relatos de moradores que foram vítimas desse novo esquema de “caçubody” e que já se deslocaram à Polícia para fazer queixa.

 

O NN sabe que a Polícia Nacional está alertada sobre esta situação, pelo que diligências estão a ser realizadas no terreno para interceptar os indivíduos que optam por actos de vandalismo para sustentar o vício da prática de delitos contra pessoas e propriedades.

  1. joaninha

    cada dia mais triste esse mundo, o que é que a gente pode fazer para por fim a essa situação?

  2. Mindelense

    Até hoje não consigo entender, como é que num país de fracos recursos não utilizam o apoio dos militares para patrulhamento e criação de postes de vigias nas áreas de risco? Para a preservação da identidade destes jovens militares poderiam equipa-los como BAC, em que em cada grupo de 4 a 5 militares poderia ter um policial apoiando. Em vez dos políticos estarem a propor o aumento de salário e diminuição de anos de trabalho, esse dinheiro não poderia ir para fins do tipo?????

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