“Professores passam por situação de penúria e escravidão no Porto Novo”

9/09/2013 00:18 - Modificado em 9/09/2013 00:18

professorEsta garantia é do presidente do Sindicato Nacional dos Professores, Nicolau Furtado que realizou uma visita à cidade do Porto Novo, Santo Antão, para se inteirar dos problemas que afectam essa classe. Nicolau Furtado assegura que existem professores no Município do Porto Novo a passarem por uma situação de penúria e a viverem como escravos.

 

Em declarações à RCV, o presidente do SINDEP afirmou que “deparei que os professores estão numa penúria, estão descontentes e desmotivados por causa da reclassificação. Isto porque, há professores que já têm 18 anos de trabalho a ganhar 20 mil escudos quando deveriam ganhar 50 mil escudos. Os professores no Porto Novo estão a viver como escravos, porque têm filhos a estudar no ensino primário, secundário, superior e não podem custear as despesas dos filhos”.

 

Nicolau Furtado sublinha que essa situação é de se lamentar e avança que durante a reunião que manteve com os professores, houve cidadãos que choraram devido à sua situação de penúria. De realçar que no encontro com o SINDEP participaram cerca de 30 professores recém-formados. Recorde-se que em Santo Antão há 50 professores a aguardar pela reclassificação, enquadramento e redução da carga horária.

 

O presidente do SINDEP relembrou que a Ministra de Educação tinha prometido a resolução do problema até finais de Julho e, uma vez que tal situação não ocorreu, vai pedir uma audiência com a ministra Fernanda Marques para discutir essas situações e encontrarem uma solução para esses problemas.

 

“Vou levar essa preocupação com o sentido de marcar uma data exacta para a resolução desses problemas. Caso contrário, a classe está disposta a mobilizar outros professores para uma greve geral e também para o congelamento das notas no primeiro semestre, no mês de Dezembro” afirma Nicolau Furtado.

 

Para o presidente do SINDEP, a qualidade do ensino em Cabo Verde está ainda aquém do desejado devido aos problemas que afectam a classe dos professores, pois não pode haver ensino de qualidade se a desmotivação reina no seio dos docentes.

  1. Carlos Gonçalves

    Acredito que há professores descontentes com é natural em qualquer classe. Porém, dizer que há professores que vivem como escravo revela uma grande estupidez e ignorancia total do mundo, do país, da classe, e sobretudo da cultura geral. Existem coisas que nãodevemos pronunciar sob pena de tirar a seriedade da questão. Será que essa pessoa sobe o que significa escravatura?
    Um abraço
    Carlos

  2. Fidjo di Farol

    para dizer ao Sr. Nicolau Furtado que a sua Politica contra Governo todos nós sabemos é porque. Devia preocupar com outros assuntos…é uma preocupação pessoal da minha parete vejo que os Professores agora estão muito mais enquadrados e pagos que na antiga governação que talves pertencias

  3. Talves o sr ganha bem e nao quer que so outros ganhem tambem.
    E vergonha um professor formado a ganhar vinte mil escudos.Isto e uma miseria.

  4. Julio Mendes

    É lamentável ter como representantes sindicais pessoas alienadas ideologicamente que têm apenas como álibi discursos hipócritas e vagos.

  5. PeterM

    O presidente do Sindep diz que : a qualidade do ensino em Cabo Verde está ainda aquém do desejado devido aos problemas que afetam a classe dos professores, pois não pode haver ensino de qualidade se a desmotivação reina no seio dos docentes. Digo-lhe Sr. Furtado, para um profissional que se preze nenhuma desmotivação o pode levar a deixar de fazer o que sabe de melhor com a melhor qualidade, empenho e dedicação. Veja o que os Japoneses fazem quando querem revindicar algum problema laboral.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.