Síria “põe em causa a credibilidade da comunidade internacional”, diz Obama

5/09/2013 01:03 - Modificado em 5/09/2013 01:03
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obamaO Presidente dos EUA, Barack Obama, pressionou os Governos dos países ocidentais e os legisladores norte-americanos a aprovarem uma intervenção militar na Síria, ao afirmar que não é a sua credibilidade que está em jogo, mas sim a credibilidade da comunidade internacional e do Congresso.

 

Aproveitando uma visita oficial à Suécia – na véspera da partida para a Rússia, onde participará na cimeira do G20 –, o Presidente dos EUA afirmou que “o mundo” deve defender a linha vermelha que foi traçada, contra “o repugnante” uso de armas químicas na Síria.

 

“A América considera que se a comunidade internacional não garantir certas normas que governam a forma como os países interagem e como os povos são tratados, o mundo torna-se cada vez menos seguro”, declarou Obama, numa conferência de imprensa em Estocolmo, ao lado do primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt.

 

Questionado sobre se a sua credibilidade enquanto Presidente ficará em risco se o Congresso norte-americano reprovar a proposta de “intervenção militar limitada” na Síria, Barack Obama voltou a pressionar os legisladores: “É a credibilidade da América e do Congresso que está em jogo, porque o que está em causa é a noção de que estas normas internacionais são importantes”, afirmou.

 

Na mesma conferência de imprensa, Obama disse que mantém alguma esperança de que Vladimir Putin recue no seu apoio ao regime sírio, depois de o Presidente russo não ter posto completamente de lado um possível apoio da Rússia a uma intervenção armada na Síria.

 

“Se tenho esperanças de que o sr. Putin possa mudar a sua posição sobre alguns destes assuntos? Tenho sempre esperança, e continuarei a discutir com ele”, disse o Presidente norte-americano.

 

Nesta quarta-feira, Putin disse que Moscovo está preparado para “agir de forma decisiva” se forem apresentadas provas no Conselho de Segurança das Nações Unidas de que foram usadas armas químicas na Síria e quem foi o responsável pela sua utilização. Caso contrário, afirmou o Presidente russo, qualquer acção militar à margem das Nações Unidas será considerada pela Rússia uma “agressão”.

 

A guerra de bastidores no Senado e na Câmara dos Representantes intensificou-se esta semana, com a Casa Branca a tentar convencer os congressistas a aprovarem o plano de Barack Obama para uma intervenção militar na Síria. Tal como já tinha afirmado em outras ocasiões, o Presidente dos EUA disse que não tem a obrigação legal de ouvir o Congresso, pelo que deixou em aberto a possibilidade de prosseguir com o seu plano militar mesmo que os legisladores norte-americanos o reprovem.

 

Obama e Putin vão estar presentes na reunião anual do G20, nos próximos dois dias, que este ano vai ter lugar em S. Petersburgo, na Rússia. A guerra na Síria e o alegado uso de armas químicas por parte do regime de Bashar al-Assad será um dos principais temas em discussão.

 

 

publico.pt

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