Organizações denunciam aumento da violência policial em Angola

5/09/2013 01:02 - Modificado em 5/09/2013 01:02
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policia angolaUm grupo de duas dezenas de associações angolanas de defesa dos direitos humanos denunciou esta quarta-feira, em Luanda, o aumento da violência praticada pelas forças polícias contra a população desde o início do ano.

 

“Estes últimos meses, assistimos em Angola a um nível elevado de violência policial contra manifestações pacíficas, contra vendedores ambulantes, jornalistas, activistas e defensores dos direitos humanos”, lê-se num comunicado enviado à AFP por aquelas associações.

 

O colectivo reagia, nomeadamente, a uma larga difusão nas redes sociais de um vídeo que mostra o espancamento de prisioneiros por parte de polícias e bombeiros numa prisão de Luanda. O comunicado critica o tratamento “desumano e cruel” reservado aos detidos nas prisões.

 

“É a polícia, que nos devia proteger, que comete os piores actos. Temos que tentar baixar esta pressão por parte das forças policiais”, disse Angelo Kapwatcha, do Fórum Regional para o Desenvolvimento Universitário, uma associação do Huambo, no sul do país.

 

“O nosso sistema política de governação foi construído com base na violência e na exclusão de pessoas pobres e diferentes, e é isso que precisamos de atacar”, sublinha Elias Isaac, da associação Open Society.

 

Condenando actos que violam a constituição angolana e as normas internacionais, o Ministério do Interior anunciou já ter lançado um inquérito para esclarecer os factos e estabelecer as responsabilidades dos presumíveis autores das violências.

 

O colectivo associativo, chamado Grupo de Trabalho para o Controle dos Direitos Humanos em Angola, reúne cerca de vinte associações presentes em todo o território angolano e que actuam em diversas áreas, como o direito à terra, o desenvolvimento agrícola, a luta contra as desigualdades.

 

A sociedade civil angolana e as organizações internacionais denunciam regularmente a violência policial em Angola, um país em plena construção e desenvolvimento depois do fim da guerra civil em 2002. Segundo produtor de petróleo do continente africano, o país regista altas taxas de crescimento mas a maioria da população vive na pobreza.

 

O país é governado há quase 34 anos pela mão firme do Presidente José Eduardo dos Santos, que em Agosto de 2012 venceu as eleições, as terceiras organizadas depois da independência, em 1975.

 

 

jn.pt

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