Para abrir a porta do diálogo e deixar entre aberta a porta da greve geral

1/06/2012 03:53 - Modificado em 1/06/2012 03:53
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Tudo foi feito para que a manifestação convocada pelas duas centrais sindicais do país, UNTC-CS e CCLS tenha uma adesão significativa. Como explica o presidente da União Sindical de São Vicente, Humberto Fortes, está acção visa “conseguir algo de bom para os trabalhadores e famílias e também o respeito para com os trabalhadores e as suas organizações sindicais”. O clima é bastante positivo sobre da realização da manifestação. “Pelo feedback as pessoas estão mesmo a esperar por este momento”, garante Humberto.

 

Sem querer adiantar os números esperados pela organização dizem saber que a adesão será boa de forma que as pessoas possam mostrar o seu descontentamento. A escolha do dia um de Junho, feriado, é para evitar que as pessoas sejam penalizadas com o corte de um dia de trabalho. Sendo o dia um o dia da criança, a organizaçao justifica que é para um futuro melhor para elas. Humberto acrescenta que os pais só podem dar aos filhos “melhor educação melhor saúde” se as condições financeiras forem as melhores.

A organização sente pressões “do ponto de vista político”. Isto quando o primeiro-ministro afirma que não há necessidade para manifestações. “Quando o primeiro-ministro diz que não há razoes para”manifestação é tentar desmobilizar”, argumenta Humberto Fortes. Mas continua afirmado que“ o governo deveria criar condições para negociação, sentar – se na mesa com os sindicatos e tentar resolver os problemas”.

A organização espera que com a realização desta manifestação o governo esteja mais disponível para resolução das suas reivindicações. E que depois desta manifestação seja marcado o conselho de concertação social “ para discutir as questões laborais”.

Para Humberto Fortes, os sindicatos estão sempre abertos ao diálogo. Esta manifestação é uma primeira etapa e futuras formas de luta serão analizadas dependendo da atitude do governo em dar respostas as reivindicações desta manifestação. E por isso as centrais não fecham a porta a realização de uma greve geral.

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