Santo Antão :Quedas em caminhos vicinais fazem três mortos

28/08/2013 00:02 - Modificado em 27/08/2013 23:27
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atençãoOs casos de pessoas que perdem a vida quando fazem o percurso a pé por caminhos vicinais na ilha de Santo Antão estão a preocupar as autoridades. Neste mês de Agosto, a Polícia Nacional já registou três mortes, pelo que alerta os cidadãos para tomarem medidas de segurança ou evitarem fazer a travessia em caminhos que têm tudo para resultar em tragédia.

Os caminhos vicinais que fazem parte da imagem da ilha de Santo Antão continuam a fazer vítimas mortais. Na segunda-feira, a Polícia Nacional registou mais um caso de morte de um cidadão que caiu de um precipício quando fazia um percurso numa via vicinal.

Trata-se de António Maocha de 49 anos residente em Ribeira Fundo, concelho do Porto Novo, e que foi encontrado sem vida nas imediações de Morro Vento, no Planalto Leste. Segundo as autoridades, o homem seguia para uma propriedade agrícola onde trabalhava, mas no caminho acabou por cair de uma ribanceira e não resistiu às lesões sofridas.

Mortes

De realçar que há cerca de duas semanas, José Rocha, morador em Alto Mira perdeu a vida quando fazia a travessia numa área de difícil acesso para a localidade de Chã de Queimado e ao sofrer um acidente caiu de um precipício. Uma cidadã inglesa, de nome CristineLister faleceu quando fazia o trajecto a pé entre as zonas vizinhas de Monte Trigo e Tarrafal e foi encontrada já morta numa ribanceira.

Para a Polícia Nacional, as três mortes são de lamentar, uma vez que devido à falta de estradas de acesso a veículos, as vítimas decidiram trilhar caminhos vicinais, porém, o percurso ficou marcado por uma tragédia. As autoridades policiais alertam as populações e os turistas que fazem a travessia por essas vias para adoptarem medidas de prevenção, porque “com uma escorregadela, a morte pode estar ao virar da curva”.

Alerta

“O percurso por caminhos vicinais em Santo Antão faz parte do cenário e da cultura que se vive nesta ilha. Sabemos que há pessoas que preferem essas vias, em vez de se deslocarem nas estradas. Por outro lado, há zonas acessíveis apenas através dessas travessias. Mas de todo o modo, estamos preocupados com as ocorrências de mortes derivadas de quedas em precipícios. Por isso, pedimos que as pessoas tenham cautela e que quando se deparam com situações de perigo que evitem desafiar a morte”.

Costume

O Comando da Polícia Nacional apela aos cidadãos para evitarem de fazer travessias sem acompanhamento de outros indivíduos, isto porque, em caso de acidente em zonas de difícil acesso ou de fraca circulação de pessoas, a descoberta do corpo torna-se difícil.

Em Santo Antão existem caminhos vicinais que provocam calafrios a quem não tem o hábito de andar por veredas. Mas o certo é que o costume das pessoas que optam por esses caminhos vai prevalecendo sobre as regras de segurança e que toda a hora é boa para se ouvirem notícias de mortes por quedas nas ribanceiras, ocorrências que tendem a aumentar o número dos registos policiais.

 

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