Pedro Pires: “Governo não deve romper contactos com as autoridades da Guiné-Bissau”

28/08/2013 00:01 - Modificado em 27/08/2013 23:22

pedro piresO ex-presidente da República, Pedro Pires afirmou que o Governo de Cabo Verde não deve romper os contactos com as actuais autoridades da Guiné-Bissau. De realçar que o Governo anunciou que pretendia proibir missões oficias à Guiné . Numa avaliação a esta medida, Pedro Pires sublinha que compreende a situação, mas defende que se houver garantias de segurança para os agentes do Estado de Cabo Verde, as missões devem ser realizadas.

 

Em declarações à RCV, Pedro Pires abordou pela primeira vez a questão da detenção dos dois agentes cabo-verdianos dos Serviços de Estrangeiros e Fronteira pelo regime militar guineense durante 18 dias, pelo que considerou que houve falhas de comunicação nessa missão levada a cabo pelos dois agentes cujo objectivo foi o de levar a Bissau uma cidadã guineense que cumpria pena por tráfico de droga em Cabo Verde.

Segundo o ex-presidente da República deve-se dar o devido desconto a este incidente e Cabo Verde deve continuar a trabalhar para que se possa encontrar uma solução para o problema da Guiné-Bissau e aconselha o país a manter contactos, mesmo que sejam informais.

Parceria

“O Governo de Cabo Verde deve fazer o seu melhor para contribuir para uma mudança na Guiné, para que prevaleçam na verdade, os princípios de um Estado de direito. Por isso, não deve haver uma ruptura nos contactos com os actuais responsáveis da Guiné-Bissau. Se houver uma missão oficial à Guiné-Bissau devidamente negociada e tratada pelas autoridades guineenses, acredito que estas irão garantir toda a segurança aos funcionários do Estado de Cabo Verde” assegura Pedro Pires.

Estado de direito

Para o ex-Chefe de Estado de Cabo Verde, a detenção dos dois agentes do SEF terá derivado de “falhas de comunicação entre as duas partes”. Mas por outro lado, defende que foi um pretexto para chatear o Governo de Cabo Verde, pelo que não concordando com a situação podiam fazer uma nota de protesto junto das autoridades cabo-verdianas por não terem comunicado essa missão.

“Entendo a detenção como um protesto para aborrecer, mas acho que foram infelizes. Conhecendo o seu actor principal, acho que não devemos sobrevalorizar isso e continuo a dizer que a amizade entre guineenses e cabo-verdianos mantém-se viva. Não há razões para ela não existir, agora a mensagem que deixo aos militares é: deixem de tutelar o Estado da Guiné-Bissau e deixem a justiça guineense funcionar normalmente” conclui Pedro Pires.

 

 

 

  1. CidadaoCV

    Pois é … “não devemos sobrevalorizar isso “, mas também não devemos subvalorizar isto. Foi um “aborrecimento” para ser levado a série, muito a série. Guiné é um Estado desnorteado, cujos dirigentes não sabem o que fazer, não têm a noção do que é governar, onde a patente militar está a cima de tudo. Concordo que Cabo Verde não deva romper as relações com a GB, mas que as estas relações devem ser reavaliadas e reanalisadas e reajustadas.

  2. jusantos

    ooh Pedro pires nho exprimenta bai bissau se es dexa nho bem nu ta bai tb ago djudas cusé parcen ma nhu conche quel ditado qui ta fla Pó qui nace torto ca ta ndreta é só quebral qui é ramede – nto é igual a Gb es ca tem cura nho spera nhu odja Novembro passa

  3. José Leite

    Pedro Pires ti ta da pa dode. Ele sabe que o Serviço de Informação da Republica , tinha informações que a ideados manos da guine era deter uma membro do Governo de Cabo verde . Por isso o PP que passe a acompanhar os traficantes guinienses extraditados ja q ele tao amigo dos terroristas de estado que estão no poder na sua amada Bissau

  4. Gila

    Assunto resolvido. Unton, horas ki tiver Guinienses pa extradita. PP ta companhas.

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