Governo desembolsa 80 mil contos para o Praia D’Aguada voltar a navegar

26/08/2013 00:48 - Modificado em 26/08/2013 00:48
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Navio Praia d Aguada na CABNAVEO navio Praia D´Aguada já se encontra nos estaleiros da CABNAVE, na ilha de São Vicente, onde vai passar por um processo de reparação. Desde 2007 que a embarcação não era inspeccionada e, para voltar aos mares de Cabo Verde de forma legal, necessita de um restauro e de uma inspecção técnica para ter o certificado de navegabilidade.

 

Depois de ter sido abandonado pelos afretadores, a companhia Diallo e Macedo, o navio Praia D´Aguada foi resgatado pelo Estado de Cabo Verde, seu proprietário que pretendia fazer a reparação do navio para recolocá-lo na rota marítima cabo-verdiana. O navio esteve cinco anos a navegar sem realizar qualquer reparação e inspecção nos estaleiros navais da Cabnave, pelo que foi retido pelo Instituto Marítimo e Portuário.

 

Com o seu abandono no cais da Praia com uma avaria em Março de 2012, o Estado de Cabo Verde assumiu o controlo do navio que apresenta sinais de degradação e avarias no motor e nalguns equipamentos.

 

80 mil contos

 

Contactada pelo NN, a Ministra das Infra-estruturas e Economia Marinha, Sara Lopes assegurou que o Estado assumirá os custos dos prejuízos derivados da falta de reparação no Praia D´Aguada como forma de trazer o navio à navegação e que a avaliação de restauro prevê que o Estado necessite de cerca de 80 mil contos para recuperar o navio.

 

Depois de ter passado cerca de um ano no cais do Porto Grande, onde passou por um processo de peritagem . Esta semana, o Praia D´Aguada encontra-se nos estaleiros da CABNAVE, onde vai passar por um processo de recuperação do casco, manutenção do motor, equipamentos, pinturas, entre outras intervenções. Findo os trabalhos vai à inspecção para garantir o novo certificado de navegabilidade.

 

Vida nova

 

De realçar que em Junho, o Governo concretizou o seu desejo de ingressar no capital social da companhia de transportes marítimos Cabo Verde Fast Ferry, pelo que incorporou no pacto, os navios Praia D´Aguada e 13 de Janeiro. Este último continua atracado no Porto Novo à espera da sua vez para subir aos estaleiros da CABNAVE . Este online sabe que o 13 de Janeiro apresenta um cenário idêntico ao Praia D´Aguada, porque está “degradado e com algumas avarias”, mas a diferença é que o seu restauro envolve um custo inferior a 80 mil contos.

 

Com a sua integração no Fast Ferry, as duas embarcações vão ganhar “nova vida” com o regresso aos mares de Cabo Verde. Isto numa altura em que os cabo-verdianos começam a exigir pela via de protestos, a resolução dos problemas que afectam o sector dos transportes marítimos no país, uma vez que nalgumas ilhas a situação é caótica.

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