Ulisses: Dívida herdada da gestão anterior prejudica o desenvolvimento do Paul

21/08/2013 01:57 - Modificado em 21/08/2013 01:57

ulissesEsta garantia é do presidente do Movimento para a Democracia, Ulisses Correia e Silva que efectuou uma visita à cidade do Paul, na ilha de Santo Antão. Tido como um dos municípios mais pobres de Cabo Verde, a nova gestão da Câmara Municipal do Paul, chefiada por António Aleixo faz contas à vida da população que come o pão que o diabo amassou, pois enfrenta dificuldades socioeconómicas.

 

António Aleixo não tem tido vida fácil na gestão do município porque um pesadelo continua a assombrar a edilidade: é que a gestão antiga chefiada por Vera Almeida contraiu dívidas e passou-as para a nova administração da Câmara do Paul em forma de herança e para piorar a situação, o edil sublinha que o Governo colocou o Município na rota do esquecimento.

 

Ulisses Correia e Silva, presidente do MpD, de visita à ilha de Santo Antão, foi-se inteirar dessa situação, uma vez que a luz no fundo do túnel tarda a chegar para que o município possa ter uma nova dinâmica no seu desenvolvimento. Em conversa com o edil António Aleixo que projecta um futuro “risonho” para o município que dirige há onze meses, o presidente do MpD disse acreditar haver potencialidades que podem alavancar o desenvolvimento social e económico do Paul.

 

Vida negra

 

Em declarações ao portal digital Meupaul, Ulisses Correia e Silva afirmou que o desemprego e o nível de endividamento municipal arcado da gestão anterior continuam a ser dois problemas que impedem a projecção do Município do Paul nos diferentes sectores de desenvolvimento.

 

“A situação deste Município é complicada, pois tem um nível elevado de endividamento municipal tendo em conta alguns investimentos que foram feitos pela Câmara anterior que deixou a esta nova gestão uma dívida de mais de 125 mil contos. A CMP tem um défice de mais de mil contos por mês para funcionar. E não funcionando a Câmara Municipal, há problemas para o funcionamento do concelho e do município” sublinha o presidente do MpD.

 

Desenvolvimento

 

Ulisses Correia e Silva relembra que há terrenos adquiridos pela anterior gestão que estão sem utilidade, uma vez que a actual gestão não possuiu recursos para implementar projectos nessas áreas. Por isso, pede a intervenção do Governo e do IFH, sendo que este último deveria assumir o custo total da infra-estruturação do terreno do Coqueiral orçado em cerca de 120 mil contos e ainda criar condições para vender os lotes infra-estruturados.

 

“O desbloqueio da dívida herdada criaria condições para a CMP financiar projectos de aquisição de habitações, financiar infra-estruturas de requalificação do concelho, investimentos que mobilizem as entidades privadas ligadas ao sector agrícola e a outras áreas de desenvolvimento. A situação da população é insustentável, daí a necessidade de desbloquear a situação do município”.

 

Solidariedade

 

O presidente do MpD relembrou que a cidade do Paul ganhou cerca de 45 mil contos na assinatura do contrato-programa na altura da gestão de Vera Almeida e que a gestão de António Aleixo já beneficiou apenas de metade do valor de dois contratos-programa assinados pelo valor de cinco milhões e quinhentos mil escudos. Ulisses Correia e Silva que visitou algumas localidades do Paul e encontrou-se com militantes do partido, apelou ao Governo para que tenha uma resposta clara para com a situação vivida pelo concelho do Paul.

 

  1. CidadaoCV

    Os políticos deviam ser proibidos de falarem em público. São que nem camalhões. Mudam de cor (discurso) conforme estão na oposição ou “posição”…

  2. Paulense

    Então os mpdistas já se esqueceram que a proposta de aquisição dos referidos terrenos foi aprovada na assembleia municipal, por unanimidade. Se a dívida referente a este terreno tem sido um problema, então o Mpd-Paul tem metade da culpa. António Aleixo passa a vida a reclamar do governo. O que é ele pensa da regionalização. Fico a espera que o NN o vá perguntar.

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