Baia das Gatas: Alpha Blondy fecha com chave de ouro

19/08/2013 14:55 - Modificado em 19/08/2013 14:55
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Com o público ao rubro, completamente envolvido pelo ritmo quente do Reggae trazido pelo aclamado cantor Alpha Blondy: uma sincronia entre as centenas de adeptos do cantor, numa vibração extenuante, ao som das suas músicas. Blondi e a banda que o acompanhou estiveram imparáveis durante o espectáculo onde, curiosamente, foram alguns dos temas mais antigos que levaram o público à histeria. Alpha Blondy foi lançando palavras de ordem e incentivo, como se a pouco e pouco estivesse a atear um fogo que tomou proporções enormes quando recuperaram hinos como Apartheid is Nazism; Banana e Jerusalem.

O espectáculo foi aberto com apresentações de dois grupos locais: os Batistinhas e os Lostway que entreteram o público com vibrações que passaram de sonoridades mais tradicionais ao rufar da bateria com o estilo Rock and Roll.

Batcharde foi o terceiro artista a pisar o palco. Um dos maiores nomes do HIP HOP no momento que conquistou o público, sobretudo os mais jovens, com um estilo que esbarra entre o comercial e o intervencionismo. Um momento também de muito rubro, até porque Batchard foi um dos músicos mais esperados pelo público. Uma nuvem de êxtase tomou conta da plateia ao escutar alguns dos temas que marcaram o seu álbum Wiki Liks. Apesar do sucesso, Batcharde nunca esquece do seu grupo – os HIP HOP Art – que foi também, na altura do seu lançamento, muito bem acolhido pelo público mindelense. Uma viajem no tempo com refrões de algumas das músicas de maior sucesso do grupo como Um One na Soncente; Última Carta e Manifestação Escolar levou o público ao rubro. Ainda no “De volta ao tempo”, traz um tema que tem vindo a fazer bastante sucesso entre os jovens – Metade de Mim Sem Bo – com excelente interpretação do cantor Nana, em homenagem ao falecido amigo e raper Elizender.

Logo de seguida entra Jorge Neto com um repertório musical que marcou os anos 90, mas que continua a fazer as delícias das várias gerações, inclusive as mais jovens. Condecorado como melhor artista de palco no CVMA 2012, fez jus ao reconhecimento ao fazer vibrar a plateia que encheu o recinto para ver um dos mais notáveis artistas de Cabo Verde. Num registo que passeou entre alguns de seus temas a solo e sucessos dos Liviti, conseguiu arrebatar toda a plateia que seguiu com ele ao som das melodias e das letras. Neto aproveitou o momento para agradecer aos fãs que acreditaram na sua recuperação: “pela corrente forte que foi feita para que hoje estivesse aqui”. Vivo e bem vivo, aproveita para chamar a atenção para a questão das homenagens “tardias” que se fazem aos artistas. “Depois de morto teriam, com certeza, um bom artista. Mas porque não me dizem isso hoje?”, questionou, em jeito de confissão ao público.

Para fechar “com chave de ouro” sobre ao palco os Cordas do Sol para a delícia da plateia que não se deu por vencida e não arredou pé do recinto para vibrar também com os ritmos quentes da ilha das montanhas.

 

 

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