Desencalhe do navio Terry Tres continua encalhado

12/08/2013 05:44 - Modificado em 12/08/2013 05:44

terry tres encalhadoHá cerca de seis meses, a seguradora P&I Club em representação do armador do cargueiro Terry Tres encalhado a sul da ilha de Santa Luzia fez um estudo sobre a situação do navio e apresentou um plano de remoção através do desmantelamento. Mas as autoridades marítimas não aceitaram esse plano porque aguardavam pela elaboração de outros planos para escolherem aquele que não traria perigo para a ilha de Santa Luzia. E o certo é que a razão do encalhe do navio nesse local e o seu desencalhe continuam a ser um imbróglio por esclarecer.

 

No dia 9 de Outubro de 2012, o cargueiro panamense, Terry Tres encalhou na praia Francisca, na zona sul da ilha de Santa Luzia com nove tripulantes a bordo. O navio seguia para a ilha de Santo Antão, mas acabou por traçar uma rota diferente da utilizada pelas embarcações desse porte, situação que resultou no encalhe.

 

As autoridades marítimas procederam à trasfega de 64,5 toneladas de combustível que estavam nos depósitos e vieram a público declarar que uma vez que não existe risco de poluição ambiental iminente e pelo facto do armador ter dado garantias que o navio seria retirado do local, as autoridades deixaram-no realizar as suas diligências.

 

Mas a verdade é que volvidos os 90 dias em que por lei a embarcação passaria a ser de propriedade do Estado, porque o armador e a companhia de seguros demonstraram disponibilidade para retirar o navio da praia Francisca, as autoridades marítimas ponderaram a aplicação da lei, na medida que “o processo de desencalhe é complexo porque tem custos e todo o equipamento e pessoal técnico para executar o trabalho vem do estrangeiro”.

 

Caução

 

O armador teve que pagar cinco mil contos para que a tripulação filipina fosse repatriada e para que se colocasse uma tripulação de segurança a bordo do Terry Tres. Por outro lado, deixou a garantia que o desencalhe da embarcação terminaria em finais do mês de Janeiro mas, devido a alguns imprevistos, a previsão alargou-se para mais quatro meses, caso se viesse a proceder ao desmantelamento do Terry Tres.

 

Remoção

 

Porém, volvidos dez meses, a embarcação continua no mesmo local à espera da execução de um plano de remoção que deve ser da responsabilidade do armador em concertação com a companhia de seguros para escolher a empresa que vai realizar o desencalhe, uma vez que as autoridades marítimas querem ter a certeza que o plano de remoção garanta a preservação da ilha de Santa Luzia.

 

Com o passar dos meses, o desencalhe do Terry Tres continua a ser uma incógnita, mas o NN sabe que se os responsáveis pelo navio não assumirem as suas responsabilidades, o Estado terá que intervir para depois recorrer às instâncias judiciais para garantir o pagamento dos valores disponibilizados para a concretização da operação de desencalhe da embarcação.

 

  1. Soncente

    SÃO AS AUTORIDADES QUE TEMOS.

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