Lígia quer voltar a estudar Direito: Reclusa envia segundo requerimento ao Juiz de Execução de Penas

12/08/2013 05:39 - Modificado em 12/08/2013 05:39
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presoDiz o ditado que a esperança é a última a morrer e a reclusa Lígia Furtado tinha a esperança de regressar este ano lectivo à Universidade Lusófona de Cabo Verde. Lígia aguardava pela decisão judicial do Juiz de Execução de Penas da Comarca do Sal para saber se regressa à licenciatura de Direito. Mas a verdade é que com o encerramento do ano lectivo na ULCV, a reclusa vai entregar um novo requerimento para pedir o regresso aos estudos no ano lectivo 2013/14.

 

Lígia Furtado perdeu a oportunidade de regressar aos estudos na universidade onde é tida como um dos melhores alunos no curso de Direito, porque a Universidade Lusófona já encerrou as aulas. A situação deve-se ao facto do Juiz de Execução de Penas da Comarca do Sal continuar sem validar o seu pedido de autorização, facto que leva Lígia a lutar novamente pelo regresso à Universidade.

 

Contactado pelo NotíciasdoNorte, o advogado João do Rosário em representação da reclusa Lígia Furtado explicou que vai enviar um novo requerimento a pedir autorização para regressar aos estudos no próximo ano lectivo, porque os estudantes da ULCV já cumpriram o ano lectivo 2012/13 e, neste sentido, a sua constituinte ficou impossibilitada de prosseguir os estudos.

 

O novo pedido de Lígia surge três meses depois do NN anunciar em primeira mão que o Juiz de Execução de Penas continuava sem responder ao pedido da reclusa Lígia para voltar a estudar Direito. Nesse período, o seu advogado sublinhou que seria impossível a sua constituinte concluir o ano porque os estudantes da ULCV tinham cumprido o primeiro semestre e tinham o segundo na sua recta final, por isso, com o fim do segundo semestre iria enviar o segundo requerimento.

 

Estudos

 

Recorde-se que Lígia concluiu com sucesso o primeiro ano de formação sob regime de exames mas, em Fevereiro de 2012, quando estudava o 2º ano, a sua licenciatura foi anulada pelo Ministério da Justiça devido a uma denúncia que a acusava do crime de corrupção activa num caso que envolveu a direcção da Cadeia de São Vicente.

 

Desejo

 

Mas o Tribunal de São Vicente veio a absolver a Lígia Furtado e os restantes intervenientes do processo porque as suspeitas desse crime foram consideradas falsas pelo próprio Tribunal de São Vicente. A defesa da reclusa espera que “não lhe seja negado o direito ao ensino vinculado na Constituição da República, uma vez que ela tem direito à reinserção social”.

 

De realçar que a Lígia Furtado mantém o desejo de regressar aos estudos na universidade, onde é tida como um dos melhores alunos no curso de Direito. E é nesta circunstância que vai emitir um segundo requerimento a pedir autorização para voltar à licenciatura em Direito.

 

Decisão final

 

Resta agora esperar pelo despacho final do Juiz de Execução de Penas da Comarca do Sal, entidade com competência legal para permitir o seu regresso à Universidade Lusófona. O magistrado está com a faca e o queijo na mão, uma vez que foi a instância que condenou a Lígia à pena de prisão que ela está a cumprir na Cadeia de São Vicente. O juiz terá que decidir se a reclusa pode regressar à universidade para fazer o curso superior em Direito ou se cumpre a pena de 17 anos sem ter direito de efectuar uma formação académica.

 

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