Anildo Fortes: Mindelo é uma cidade limpa e amiga do ambiente

9/08/2013 08:08 - Modificado em 9/08/2013 08:08

DSC_6331A edilidade tem procurado resolver o problema da recolha do lixo na ilha de São Vicente, qual é o ponto da situação actual?

 

Recolhemos o lixo em quase 90 % da ilha de São Vicente, apenas não recolhemos nas zonas com acesso difícil. Nessas zonas, optamos por colocar multibins. Podemos considerar que a recolha do lixo em São Vicente é satisfatória.

 

Considera que a recolha do lixo na cidade é eficaz. Mas continuam a existir críticas sobre o cumprimento dos horários da passagem dos carros de recolha do lixo, o que permite que o lixo fique abandonado….

A recolha na cidade é eficaz, nós cumprimos os horários, o que acontece é que as pessoas colocam o lixo fora do horário de recolha. Embora reconheçamos que uma vez ou outra, por avaria nos equipamentos, se possa gerar algum atraso, nunca deixamos de fazer a recolha. É de justiça dizer que a estratégia de recolha do lixo da CMSV resultou. A recolha do lixo funciona normalmente, não se vê lixo por recolher à porta das casas ou nos contentores. Os casos onde não há recolha são pontuais e logo resolvidos.

 

Como está a recolha do lixo nas zonas periféricas e nas zonas rurais?

Nas zonas rurais recolhemos o lixo com uma frequência de três vezes por semana. Nas zonas periféricas a recolha também é satisfatória, com uma frequência de três vezes por semana. Embora nalgumas zonas como a Rª Julião (Fábrica de Sabão) haja alguma dificuldade tendo em conta a distribuição das casas (há muita dispersão entre as habitações), estamos a programar começar a fazer a recolha com mais eficácia nessas zonas.

 

A recolha do lixo é eficaz

 

E quanto à recolha do lixo hospitalar, já existe uma solução?

A recolha do lixo hospitalar é feita de forma programada, separada, as agulhas que representam um maior perigo são colocadas dentro de garrafas, o lixo tem que estar ensacado. E na lixeira o lixo é colocado num sítio criteriosamente escolhido e automaticamente destruído por queima sob o olhar dos dois funcionários da lixeira.

 

Os munícipes devem suportar parte dos custos da recolha do lixo

 

Existe quem defenda que o serviço da recolha do lixo deveria ser pago pelo munícipe, qual a posição da CMSV sobre este assunto?

Nós defendemos que qualquer serviço que é prestado tem os seus custos pelo que os munícipes deveriam suportar parte dos custos da recolha do lixo. Neste momento, estamos a trabalhar numa proposta de introdução de uma taxa de recolha do lixo para apresentar à Câmara para aprovação. Quando sair esta entrevista talvez já esteja aprovada.

 

Não lhe parece que a CMSV deveria receber uma taxa pelos turistas que chegam nos barcos de cruzeiro, tendo em conta que a edilidade deve manter a cidade limpa para os receber e limpar o lixo que deixam?

A Câmara Municipal cobra uma taxa a qualquer barco de cruzeiro que aporta no porto do Mindelo para a recolha do lixo e das águas negras.

 

E quanto à Marina, esta não deveria pagar uma taxa pelo lixo que os Iates aí aportados despejam na cidade?

Qualquer empresa é obrigada a celebrar um contrato de recolha de lixo com a Câmara Municipal, pelo que a Marina não foge à regra. Ou seja, a Marina paga uma taxa de recolha do lixo.

E São Vicente continua sem um aterro sanitário, não deixa falta ou não há financiamento?

É claro que deixa muita falta, mas como deve calcular é um investimento avultado pelo que temos que procurar financiamento exterior. A Câmara Municipal sozinha não consegue fazer esse investimento. Mas também, hoje em dia, há quem defenda outros métodos mais amigos do ambiente e mais eficazes do que um aterro, por isso, é preciso um estudo aprofundado para ver qual o melhor método para o tratamento do lixo. Gostaríamos de implementar uma recolha selectiva do lixo para posterior tratamento e reaproveitamento desse lixo, por exemplo, plástico, papel e dai surgirem oportunidades de negócios. Mas os meios financeiros são escassos.

 

 

 

Já se sente a necessidade de um novo Cemitério

 

Constata-se que o público podia ou deveria participar mais nas questões ambientais, no seu entender por que é que isso não acontece?

Entendemos que há algum envolvimento da população nas questões ambientais o que é preciso são mais acções de sensibilização para que haja um engajamento massivo da população, apesar de nalgumas zonas e nalgumas pessoas haver, de vez quando, comportamentos menos amigos do ambiente.

 

Os espaços verdes têm aumentado no centro da cidade, mas não acontece o mesmo na periferia, quais os vossos planos e projectos par a os espaços verdes?

Todos os planos urbanísticos contemplam espaços verdes, o que nos faltam são os meios para contemplar outras zonas. Porque para manter um espaço verde é preciso ter condições, por exemplo, para o transporte da água, etc.

 

As pessoas queixam-se que existem poucos urinóis na cidade e os que existem funcionam em horário da função pública e que, por isso, existem zonas da cidade que estão transformadas em mictórios, que soluções?

A cidade dispõe de seis sentinas (Laginha, Praça Nova, P. Estrela, Caisin, Mercado Central, Pracinha Baltazar Lopes), pelo que pensamos serem suficientes; em ralação ao horário o da Praça Nova funciona até à meia-noite, Caisin até às 19h, o resto realmente tem o horário da função pública. Estamos a ver a possibilidade de alargar o horário do mictório do Mercado Central e o da Laginha.

Quanto à gestão dos cemitérios, o que fazer com a falta de espaço que começa a existir? Um novo cemitério?

Já se sente a necessidade de um novo Cemitério, tendo em conta que o actual já não dispõe de espaço para alargamento e está a chegar a um ponto de saturação. Enquanto não houver um novo Cemitério, a solução será suspender a venda de covados. O novo PDM prevê um novo Cemitério.

A taxa ecológica está bem repartida? O que é que o valor recebido permite fazer?

O nosso entendimento é que a taxa ecológica não está bem repartida. Entendemos que o critério que melhor se deveria aplicar seria o critério da proporcionalidade (em relação ao nº de Munícipes que têm uma relação directa com a quantidade de resíduos produzidos) na repartição das receitas geradas pela cobrança da Taxa Ecológica. Em principio, 75% dessa receita destina-se ao financiamento de projectos/acções relacionados com a gestão de resíduos, 15 % ao financiamento de programas de informação, educação e comunicação e do sector do ambiente e 10 % para a manutenção do fundo do Ambiente.

 

 

 

 

 

 

 

 

  1. CidadaoCV

    Não é tanto assim. Basta passar pelos lados de Praça Estrela/Rua de Matijim, para se ver a quantidade de lixo que é deixado pelas vendedeiras “ambulantes” no fim do dia e o mau cheiro das “águas d’peixe” lançados na rua pelas peixeiras.

  2. CANDIDO SALOMAO

    Anildo nha amige, bo tem estode ta limpá dret é ess frigorif lá de casa!!! Djá boiá manera bo ta rudonde???… Um cara intchode mod kel gote de Tatanha!!!! Abross.

  3. mindelense

    sr vereador, é urgente limpar esses caes vadius da cidade.

  4. Carlos Jorge Wahnon

    Anildo é campeao de pastel na café de Alberto!…

  5. marisa pinto

    E de se louvar o trabalho do senhor Anildo tem vindo a fazer,visto que estamos num ambiente bastante limpo i agradavel,e so ver as nossas varredeiras a limpar as nossas zonas nesse caso o meu Ribeirinha que e de se louvar.A tempos a atras estive a falar com um angolano que estava de passagem a nossa ilha,ele ficou im pressionado com a limpeza da nossa cidadee limpa,temos uma cidada bastante agradavel no que concerne a questao de lixo,espero que o senhor continua a fazer a seu trabalho

  6. Perola

    Sory Marisa ma Angolano ta falá de limpeza, é mesma coza que por 1 mandjack ta dá missa!…

  7. Carlos Silva - Ralao

    Temos de reconhecer que a Câmara Municipal tem feito um esforço para manter a cidade limpa. Que eu saiba a CMSV limpa e não suja a nossa cidade! Porquê não cobrar um pouco de civilidade das pessoas? Por exemplo: Várias vezes eu assisto pessoas, principalmente jovens, da minha janela, a urinar na estrada e a deitar pedaços de papel na rua! Será CMSV culpada disto? Antigamente a CMSV, juntamente com Delegacia de Saúde, tinha um plano para eliminar os cães vadio das ruas, porquê agora não?_

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