Morte no acidente na Rotunda de Chã de Cemitério: houve ou não negligência do condutor?

30/05/2012 07:17 - Modificado em 30/05/2012 07:17

O primeiro Juízo Crime procedeu, ontem, com a audiência de julgamento de um caso de homicídio negligente referente a um acidente que aconteceu no dia 29 de Julho de 2010 na rotunda da zona de Chã de Cemitério, perto do Liceu Ludgero Lima. Isto aconteceu quando o contentor de um caminhão atrelado caiu em cima de um indivíduo que no momento estava a passar no local. Este morreu na hora esmagado pelo contentor de 20 pés e 16 toneladas que o atrelado transportava .

 

 

O juiz Antero Tavares procedeu com a audiência de julgamento de um caso de homicídio negligente. Durante a audiência o arguido, Victor Carlos, alegou que em nenhum momento conduziu a viatura em alta velocidade.

Alegou ainda que foi buscar o contentor de 20 pés na zona de Ribeira de Julião e apercebeu-se que o camião atrelado estava com falhas na caixa de velocidade e que no regresso parou por duas vezes por causa de falhas na caixa de velocidade.

Victor esclareceu que na Av Manuel Matos, perto da Super Mercado Semedo, reduziu a velocidade perto de um quebra molas e quando entrou na rotunda estava a baixa velocidade porque sabia que aquela rotunda era perigosa.

Disse ao juiz disse que se apercebeu através do retrovisor que as rodas traseiras do atrelado se levantaram e ao tentar estabilizar o carro outra vez este rolou. Porém afirmou que não se apercebeu de que no momento estavam pessoas a passar no local.

 

Testemunhas

 

Sandro alegou ao Tribunal que pediu boleia ao arguido. Confirmou que o carro estava com falhas porque tiveram que parar por duas vezes.

As testemunhas da defesa, dois condutores profissionais de atrelados, alegaram no Tribunal que aquela rotunda é considerada, entre os condutores de atrelados, a mais perigosa de São Vicente. Pois,tem uma inclinação que pode a qualquer momento provocar um acidente e tem pouco espaço de manobra.

Inclusive antes do acidente os donos das empresas de atrelados chamaram atenção da CMSV e da empresa responsável pela obra de que a rotunda na zona de Chã de Cemitério estava mal feita. Fizeram alguns testes no qual ficou provado de que a rotunda era perigosa.

 

Alegações finais

 

Nas alegações finais a representante do Ministério Público alegou que ficou provado na audiência de julgamento de que a rotunda é perigosa e de que ficaram algumas dúvidas em relação ao caso. Pois não se provou que o condutor foi negligente .

O MP pediu ao juiz que se entender que a conduta do arguido foi negligente que condene o arguido a pena de prisão. Porém se entender que não houve negligência por parte do arguido, este deve ficar absolvido do caso.

O advogado de acusação alegou que ficou provado que houve negligência do arguido e que este deve ser condenado pelos seus actos. Já o advogado de defesa afirmou que não houve negligência por parte do seu constituinte e que este deve ser absolvido do crime que é acusado. O Juiz deixou para decidir o caso no dia 18 de Junho .

 

O acidente

 

O acidente aconteceu no dia 29 de Julho de 2010 na rotunda da zona de Chã de Cemitério perto do Liceu Ludgero Lima. Quando o contentor de um caminhão atrelado caiu em cima de um indivíduo que no momento estava a passar. Este morreu na hora esmagado pelo contentor de 20 pés e 16 toneladas.

  1. Dack

    Porquê, quando o condutor constatou que o atrelato estava com falhas( como os outros e sempre) não encostou a aporcaria e avisar o dono?
    Eles são todos culpados.

  2. teodolinda santos sousa

    Se houve nedligencia ou não, o certo é que o coitado que ia para o seu trabalho recebeu uma morte inesperada e esta em baixo da terra.

  3. anicio Tavares

    No dia do acidente eu estava lado de fora do Posto de abastecimento da Enacol (john Millers) e vi o acidente ,realmente o camião estava em baixa velocidade (20 Kmh ou menos) porque frente do camião encontrava uma viatura ligeira a contornar a rotunda tambem, por isso nao foi negligencia do condutor mas sim causada pela inclinação da rodunda.A inclinação é sentida até em viaturas ligeiras.

  4. EANS

    Houve negligência sim…se o próprio condutor admite que o veículo estava com falhas, porquê é que continuou a viagem?
    Para essa categoria de veículos devia haver uma formação, para que os condutores saibam o que é a relação entre o centro de gravidade da máquina e o centro de gravidade da carga, força centrífuga, acção/reacção, etc…

  5. RESPONSABILIDADES

    alguem morreu. familia e amigos enlutados. quem é responsável????
    se não é o condutor – duvido q seja, pq tb sou condutor e sei dos perigos dessas rotrundas, principalmente esta – então que seja apurado o responsável. A Camara???? A empresa Construtora???? QUEM É RESPONSÁVEL????

  6. Becas rodrigues

    No meu entender, se bem que a CMSV ja tinha conhecimento do perigo que aquela rotunda representava e representa até agora, pois até fizeram testes e constatarm o mesmo… há que condenar 1ªmente quem???????? A CMSV, o serviço de aviação de São Vicente, o Ministerio das Infraestruturas e transportes, quem ou que entidade…???? Se bem penso que a culpa recaí sobre o 1º a analisar a zona para a execução da rotunda e que o condutor infelizmente foi o azarado a acontecer o sucedido!

  7. Biu Santos Afonso

    Mesmo sabendo que o atrelado estava com falhas, o condutor continuou a sua viagem? Porque nao parou e pediu ajuda mecanica? Nao seria essa a atitude mais racional? Foi neglicencia nua e crua. Por nao ter que perder um minuto na vida, alguem perdeu a vida num minuto.

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