Ex.Onave : vigilantes arriscam a vida todas as noites

30/05/2012 07:11 - Modificado em 30/05/2012 07:12
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Segundo os vigilantes o ataque ao cidadão francês no estaleiro trouxe à tona a questão segurança no espaço. Porque há indivíduos que deslocam-se ao local para convívios, ou recolher sucatas e que analisam as fragilidades das embarcações e a noite regressam para atacar os vigilantes e roubar os acessórios.

 

 

A falta de iluminação nos estaleiros da ex Onave está a preocupar os cidadãos que trabalham no espaço. Os vigilantes das embarcações afirmam que estão expostos aos perigos que rondam a área e que a insegurança reina no seio da classe. Devido a estrutura dos estaleiros, este ganhou o nome de labirinto da morte. Porque virou um espaço propício para os criminosos . Por ora o medo apodera-se dos vigilantes que evitam fazer patrulhas fora das embarcações, para não caírem nas mãos dos gatunos.

Os estaleiros da ex Onave continuam a ser utilizados para reparação de embarcações para pesca, bem como por cidadãos estrangeiros que aportam no cais do Wilson para reparem os seus iates. Por outro lado o espaço é utilizado para requalificação de botes e desmantelamento de navios.

No local trabalham vários indivíduos à volta da reparação de embarcações que aportam nos estaleiros. Mas também há cidadãos que entram no espaço à procura de ferro velho para vender nos indivíduos que exportam esses materiais para o continente africano.

O retrato dos estaleiros da ex Onave restringe-se a um espaço com embarcações em reparação, alguns botes abandonados, ferro velho e árvores. Segundo alguns cidadãos, o ataque ao cidadão francês, no estaleiro trouxe à tona a questão segurança no espaço. Porque há indivíduos que deslocam-se ao local para convívios, ou recolher sucatas e que analisam as fragilidades das embarcações e a noite regressam para atacar os vigilantes e roubar os acessórios.

Manuel Guiomar diz que “sou porteiro nos estaleiros para evitar entrada de estranhos no espaço e garantir a ordem, enquanto os empregados fazem reparações nos barcos. De noite faço o serviço de vigilância em todo o perímetro que compreende o estaleiro. Trabalho em situação de risco e por vezes a escuridão impossibilita uma vigilância cuidada da área”.

O porteiro dos estaleiros da ex Onave afirma que o local não possui iluminação e que por vezes o controlo é feito a partir da portaria. Manuel acrescenta que o rendimento da família provém desse trabalho, mas que a desconfiança e o medo sempre o acompanham durante o serviço.

Por seu lado, alguns vigilantes reiteram que “todas as noites colocamos as nossas vidas nas mãos de Deus. O sossego neste trabalho só chega ao nascer do sol, porque durante a noite o perigo de morte ronda-nos. O espaço é um labirinto, onde temos que nos abrigar numa área segura para evitar um ataque dos gatunos “.

Para os vigilantes, o medo de cair nãos mãos de sujeitos que entram nos estaleiros da ex Onave para assaltar as embarcações, faz com que se abriguem no interior dos barcos. Dizem que no passado faziam patrulhas à volta das embarcações aportadas no estaleiro. Mas, hoje a falta de iluminação compromete o sistema de segurança do estaleiro e são obrigados a entrar no serviço, antes do pôr-do-sol.

Segundo o que apuramos, os vigilantes inspeccionam o seu local de trabalho para garantir que não há nenhum estranho no interior. À noite evitam circular no estaleiro, a não ser que tenham um cão na sua companhia. Por ora, pedem intervenção das autoridades, como forma de garantira a sua protecção. Para estes chefes de família, que vigiam as embarcações no estaleiro da ex Onave em troca de um salário, a insegurança é a palavra de ordem no espaço.

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