Caos regulatório na imprensa cabo-verdiana

6/08/2013 11:55 - Modificado em 6/08/2013 11:55

SaEstou absolutamente desapontado com o nível de serviço público da nossa televisão. O móbil é muito simples, porém preocupante. Sabemos que a imprensa cabo-verdiana navega num mar de desregulação e de violações, amiúde, de princípios éticos e deontológicos da profissão jornalística. O que não esperávamos, sinceramente, é que o PAICV e o seu Governo assaltassem a TV pública de forma tão pudica, como tem feito nos últimos dias, com spots publicitários, pseudo-programas institucionais e de alegada natureza jornalística e informativa. Tudo, numa azáfama, para mostrar obras inauguradas, falar de “agenda de transformação”, antes do debate do Estado da Nação.  Expediente esse que, diga-se, teve um efeito boomerang no seio da opinião pública, durante todo o debate sobre o Estado da Nação. Vimos um primeiro-ministro nervoso e a fugir como o Diabo da cruz, às grandes questões sobre a vida do País colocadas pela oposição.

Mas hoje, antes do Jornal da Noite, o assalto à nossa televisão foi de tal sorte letal, que qualquer leigo em questões de jornalismo conseguiria identifica-lo. Refiro-me, justamente, ao programa desta segunda-feira, 5, “Há Mar, Há Terra”. Os contribuintes da TCV estiveram durante mais de 40 minutos a assistir uma autêntica propaganda do Governo. Diria mesmo uma autêntica intoxicação informativa de pendor político-partidário. Vimos imagens, em grande plano, de inaugurações de barragens, diques de captação de água, declarações do primeiro-ministro com pompa e circunstância durante as cerimónias, testemunhos de jovens agricultores, enfim uma emissão que em tudo adultera o espírito porque foi criado o programa: informação e formação aos agricultores e agentes ligados ao sector. Não é que estejamos contra o programa, somos sim, contra aquele alinhamento em concreto, pois entendemos que aquele formato não é digno, do ponto de vista ético e deontológico para o “consumo” dos telespectadores que sustentam a nossa televisão.

Aquele programa só foi hoje para o ar, justamente, com complacência do vassalo de plantão na direção da TV pública, porque existe um vazio da autoridade para comunicação social em Cabo Verde. Desafio, já agora, aos meus colegas da profissão e os investigadores em Ciências da Comunicação a fazerem uma análise crítica, quer de discurso, quer de conteúdo do programa “Há Mar, Há Terra”, difundido esta segunda-feira, 5 na TCV. Depois podemos conversar, sobre as conclusões que, naturalmente, podem ser confirmadas ou infirmadas.

Já agora uma palavrinha aos sujeitos parlamentares que, a meu ver, têm total responsabilidade sobre estado de caos regulatório em que se operam a imprensa cabo-verdiana. Não seria uma boa altura para abjurarem-se das querelas e birras políticas e encontrarem uma solução para mitigar esta situação?

  1. moya

    quem é o autor?

  2. José Lopes

    Este individuo é quem para dar lição de deontologia? Jornalista e deputado municipal, vejam só. Imaginem o que seria ter este palhaço a dirigir a TCV ou a RCV com o seu MpD no poder.
    Haja paciência com esses atrevidos ignorantes armados em espertinhos só porque tem um diploma universitário!

  3. Júlio César

    A “partidaríte” aguda, ciência primeira do caboverdiana, obstrui o pensamento objectivo e trava qualquer debate educado, civilizado e plural. Em vez de analisar o conteúdo do texto, o Sr. José, bombordeia o mensageiro com tiro de canhão….Paciência….

  4. Manuel

    pergunto esse senhor se estaria a governar este pais nao faria o mesmo?

  5. Manuel Joaquim Lopes

    Mundo é bemba! Ouvir este camarada falar mal do seu PAI vale mesmo. Em Sao Nicolau, no Tarrafal, quando era policia fiscal, este camarada defendeu o seu PAi no Tarrafal de pistola em punho contra a rapaziada do Cachaço. Lembraste? Pena que tenha memoria tao curta. Foi delegado da JAAC-CV Sao Nicolau na Praia, ligeiramente antes da mudança de 90/91. Em Sao Nicolau/Tarrafal o camarada defendia o seu PAICV, nem Francis Drake defenfendo seu baú. Parecia nh´Ombroze levantando a bandeira da fome.

  6. Manuel Joaquim Lopes

    O camarada é um grande genio. CV precisa muito de um grande iluminado como o grande camarada. Deve ser o grande filho da Electra! Bem iluminado. Nessa altura Tarrafal nao tinha muita luz mas, o camarada brilhou lindamente. Ó tempo volta pra tras e lembra a esse projecto falhado de Cabral, o muito que ele perdeu. Traga-lhe mantenhas do longinquo 1989, 1990. Tem a bençao dos nossos grandiosos profetas da desgraça. Longa falacia, …

  7. Manuel Moniz

    Fugindo um pouco do tema:
    Internacionalizar Sim!Mais com responsabilidade, aderi através da Zon operadora com que já trabalho desdos anos/90 no meu pacote, tenho TPA com exelente qualidade de transmissão e sem falhas, para RTCVI tenho que pagar €5, pior é transmissões cheias de falhas como: sons roucas, as vezes sem imagens e vice-versa, no caso do Teatro o son é péssimo. Nos primeiros dias gastei mais em Telef.para Zon que assinatura.Pode -se saber quantos assinantes já tem a RTCVI em Porugal?

  8. Manuel Moniz

    Continuação, os programas tdos são de qualidades e estão de parabéns!Tdos da equipa da RTCVI em particular a eqpa que fez a cobertura da Taça da Independência na Ilha do Fogo.
    Para nós k estamos fora, ver CV no sofá não há explicação, mais ainda há mto a melhorar.Ver Pivôs em estado de bonecos ou de “beiços”puchados não é bonito principalmente qdo são as nossas”lindas pivôs”.Menos músicas e mais programas como Revi; que mostra CV e suas gentes,principalmente gentes do interior.
    CV em Frante!!!

  9. Manuel Joaquim Lopes

    Na tua estadia no Tarrafal, no meio dos chicos espertos que construiram o Porto do TarrafalSN, sentiste tambem chiquinho (nada a ver com o romance CHIQUINHO) e foi boa altura/certissima para o camalhão(0zz, como nos Patché Parloa gostamos de dizer) bater em retirada, nem rato de convés, Agora te sentes no direito de esconjurar bruxas e bruxinhas. Pena que o “criol” seja pai da trampa. Podes pisar a vontade camarada que, até la os teus novos camaradas continuarao mirando-te de través e continuars,

  10. Manuel Joaquim Lopes

    continuarás rato de porão. Em CV, de alto a baixo, todo o cidadao se sente no direito de abrir a boca mas, como sempre so sai asneira e da grossa. Continua cuspindo no prato
    que lambeste porque, ainda ha mais pratos para lamberes. Viva CV, viva a nova geração de lambedores, …

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