Jardins de infância em risco de fecharem as portas

6/08/2013 02:08 - Modificado em 6/08/2013 02:08

Creche

Com a falta de instrumentos legais que permitam uma melhor monitorização dos jardins de infância no Mindelo, algumas creches na cidade correm o risco de fecharem as portas. Muitos pais com várias prestações por pagar, preferem contornar a situação com meios ilícitos. A estratégia: matriculam os filhos noutro jardim, omitindo as dívidas pendentes. Uma prática que tem vindo a tornar-se recorrente e que já lesou vários jardins e creches em valores anuais que ultrapassam, nalguns casos, os 30 mil escudos por criança.

Uma das alternativas apontadas pelos educadores refere-se ao reposicionamento do Ministério da Educação perante o sistema pré-escolar no país. Defendem que o sistema deve ser obrigatório, para que possa ser possível monitorar as transações dos pais e a respectiva situação financeira com os referidos jardins. Entretanto, sublinham que deverá ser criado, em simultâneo, um sistema que torne acessível os dados dos pais e encarregados de educação independentemente do jardim em que tenham inscrito os filhos.

“Se tivermos conhecimento dos dados dos pais e encarregados de educação relativamente à sua situação com os jardins de infância, podemos impedir que esses encarregados de educação transfiram os filhos de jardim sem que tenham liquidado antes as suas contas”, explica a educadora de infância da creche Bebés Patuscos, Emelin dos Reis.

Sustentabilidade

Edite Graça, responsável do Jardim Sorriso na Ribeira Bote conta as dificuldades passadas para manter o espaço a funcionar. “Faço tudo por amor”, diz ela que vai cobrindo as despesas do seu próprio bolso com excepção dos materiais didáticos que são, na sua maioria, “ofertas de amigos e familiares que residem fora do país”.

Emelin, por sua vez, refere que a grande carência enfrentada no jardim onde trabalha passa pelos materiais didáticos. “Não temos materiais e os que existem são as próprias crianças que trazem de casa. Quanto às outras despesas, vamos cobrindo conforme pudermos. Não corremos o risco de fechar, mas vamos lutando para que isso não aconteça”.

“Há pais que, todos os dias, mandam deixar cá as crianças à porta do jardim e passam cá o dia todo. Ao fim da tarde vão para as suas casas. É uma situação muito difícil quando nós chegamos ao ponto de ter pais com cerca de 7 meses sem pagar. Depois abandonam o jardim e matriculam os filhos noutro lugar”, conta a educadora de infância Katlin Levy que também trabalha no Jardim Sorriso.

 

  1. SV

    Caro NNorte. Não sintam-se ofendidos, mas a matéria poderia ser melhor desenvolvida. Porque não ouviram a posição de outros Jardins para terem melhor noção da magnitude do problema? Jardins históricos como a Casa de Criança, ou o Jardim na Praça Nova? Enfrentam os mesmos problemas? E porque algumas creches correm o risco de fecharem as portas e outras não? Nalguns os pais colocam calote e noutros não? E o que diz o Ministério da Educação sobre o assunto?

  2. Carlitos

    Culpa do Ministério da Educação que não consegue entender que o pré-escolar é fundamental. Temos que seguir bons exemplo Sr.ª Ministra.~~

  3. Renato

    existe um software desenvolvido aqui em SV para gestao de jardins. se um jardim o adquira pode gerir os dados do aluno, pagamentos e matriculas no jardim. Se no caso de todos os jardins em SV obterem este software pode-se criar uma rede que ajudaria a controlar as matriculas em jardins, e no momento que um aluno vai ser matriculado a directora fazia uma pequena pesquisa para verificar se houvesse registo de matricula ou calote em outro jardim. verifique em http://www.virtualsoftdesign.com/crioula.php

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