“Trabalho que exige respeito e dedicação”

6/08/2013 01:57 - Modificado em 6/08/2013 01:59
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OLYMPUS DIGITAL CAMERANo Verão, as praias de São Vicente estão sempre cheias, principalmente, a praia da Laginha. Centenas de pessoas estão sempre sob o olhar atento dos vigilantes, os salva-vidas, que tentam fazer o melhor no caso de acidentes no mar. É uma classe de trabalhadores que desempenha um papel importante de segurança nas praias. Em conversa com esse grupo, denota-se a vontade de fazer melhor para as pessoas, mas também deixam transparecer uma certa angústia por causa de problemas que enfrentam no desempenho das suas funções.

Um dos nadadores-salvadores que trabalha na praia da Laginha fala do valor da vida que lhes impõe um grande respeito e profissionalismo no desempenho da função. “A vida humana tem muito significado para mim e, por isso, tento sempre dar o meu melhor”, comenta. Mesmo sendo dedicados ao trabalho, dizem “sentirem-se pequenos” quando há casos em que não conseguem fazer nada.

Este grupo de trabalhadores diz fazer sempre o melhor no serviço que presta. Apesar de quererem ajudar o máximo, sentem que as condições oferecidas para o desempenho da função não são as ideais. A primeira reclamação é o número de pessoal. A praia da Laginha, por exemplo, funciona com um máximo de três nadadores-salvadores. No fim-de-semana, a praia esteve cheia e afirmam que “sentiram dificuldades em controlar tudo”. Além do número insuficiente, falam de materiais tanto de primeiros socorros, como os usados para resgatarem as pessoas em caso de afogamento. Para resgatar as pessoas usam pranchas, barbatanas, óculos e tubos mas dizem que muitas vezes são eles próprios que têm de adquirir o material.

Estes trabalhadores descartam a ideia que as pessoas têm de ser “um trabalho relaxado”. Para eles é um trabalho exaustivo que requer muita dedicação. Falando com um nadador-salvador, este explica que mesmo não estando de serviço fica na praia para o caso de haver alguma necessidade.

Para ser um bom nadador-salvador dizem que têm de ser “rápidos e ágeis” e, por isso, até nos tempos livres têm de praticar exercício para estarem sempre em forma.

 

 

 

 

 

 

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