Se a vontade iraniana de diálogo for “séria” os EUA serão “um parceiro disponível”

5/08/2013 00:03 - Modificado em 4/08/2013 21:59
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MundoOs iranianos “votaram pela moderação e contra o extremismo”, disse o novo Presidente do Irão, Hassan Rohani, diante dos deputados iranianos e dos representantes estrangeiros que aceitaram o convite para participar na sua tomada de posse.

 

Dos países ocidentais nenhum líder esteve presente mas era neles que Rohani pensava quando afirmou que “a única solução para falar com o Irão é o diálogo em pé de igualdade e o respeito mútuo para fazer diminuir as hostilidades”. “Não podemos fazer ceder o povo iraniano através de sanções e ameaças de guerra”, disse este conservador moderado, eleito em Junho para o lugar que Mahmoud Ahmadinejad ocupou nos últimos oito anos.

 

“Se o novo Governo escolher empenhar-se de forma substantiva e séria no cumprimento das suas obrigações internacionais e na tentativa de encontrar uma solução pacífica, vai encontrar nos Estados Unidos um parceiro disponível”, reagiu a Casa Branca num comunicado.

 

A disputa sobre o programa nuclear iraniano levou Washington e Bruxelas a imporem sanções económicas sem precedentes ao regime iraniano. O resultado foi uma queda brutal nas exportações iranianas de petróleo, um aumento do desemprego e da inflação e a desvalorização da moeda.

 

O Irão quer reabrir-se ao mundo e resolver as suas disputas através do diálogo, garante Rohani. “Se querem a resposta certa, não falem com o Irão na linguagem das sanções, falem na linguagem do respeito”, pede o novo chefe de Estado.

 

“A confiança mútua e construtiva determina o nosso caminho. Declaro claramente que não vamos nunca procurar a guerra com o mundo”, disse ainda Rohani.

 

Para além de se dirigir aos ocidentais, o novo Presidente tentou tranquilizar as monarquias árabes do Golfo Pérsico, que acusam Teerão de ingerência nos seus assuntos internos. O conflito na Síria – o Irão apoia o regime de Bashar al-Assad; a Arábia Saudita e o Qatar apoiam os rebeldes – é o grande motivo de disputa actual na região. “Não vamos tentar mudar fronteiras nem governos”, garantiu Rohani. “O regime político de cada país depende da vontade da sua população.”

 

 

publico.pt

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