Família de Alice revoltada com a PJ pela demora na descoberta dos restos mortais

5/08/2013 00:05 - Modificado em 4/08/2013 21:44

pj-cvPara os familiares da cidadã Alice dos Reis, os momentos que vivem desde que “Zezinho Catana” afirmou que a matou, são de sofrimento. Segundo o filho, esta situação deriva da forma como a PJ está a realizar as diligências e pela demora na recuperação dos restos mortais que, segundo “Catana”, estão nas imediações da zona de Fernando Pó.

Contactado pelo NotíciasdoNorte, Adilson, filho de Alice dos Reis expressou a sua revolta pelo facto de volvidos cerca de dois meses, a Polícia Judiciária não ter realizado qualquer diligência para apurar a veracidade da confissão de Zezinho Catana que afirmou que assassinou e esquartejou a vítima e que os seus restos mortais se encontram nas imediações da zona de Fernando Pó.

Adilson está preocupado com as circunstâncias que podem vir a atrapalhar a descoberta das “ossadas”. Por isso, revoltado, afirma não descartar a hipótese de organizar uma manifestação no centro da cidade do Mindelo, com a presença de familiares e amigos da mãe para demonstrarem a própria indignação pela forma como a morte da cidadã está a ser tratada, isto após terem realizado uma iniciativa dessa natureza nas zonas de Ribeira de Craquinha e Fernando Pó.

 

Indignação

 

O entrevistado assegura que continua a contactar a Polícia Judiciária que, até ao momento, não apresentou uma resolução para o caso da morte de Alice dos Reis. Adilson defende que a PJ deveria dar aos familiares de Alice a oportunidade de ultrapassarem o momento que vivem depois de saberem que esta foi assassinada.

“Estou preocupado com o período das chuvas que se aproxima, isto porque pode ser um entrave para a descoberta dos restos mortais. Está a haver alguma injustiça no caso, uma vez que não nos dão qualquer decisão. As autoridades têm de analisar a nossa situação que é de sofrimento pois, não entendemos a razão pela qual a PJ ainda não o trouxe para São Vicente, nem que fosse por via de uma acção sigilosa” continua Adilson.

Solução

Adilson explica que com o passar dos dias, a agonia à volta do paradeiro dos restos mortais da mãe sobe aumenta. O entrevistado acrescenta que a demora na descoberta dos restos mortais vai manter viva a tristeza e a revolta que reina no seio dos familiares, uma vez que o corpo de Alice dos Reis encontra-se algures num dos bairros da ilha de São Vicente.

O filho de Alice espera que a PJ analise a situação por que passam os familiares e traga “Zezinho Catana” o quanto antes, para que a “vida de Alice volte a ter o seu valor merecido” e que a família recupere o sossego e a paz por saber que o seu corpo foi sepultado no cemitério.

 

  1. Carla Maria

    É óbvio que a família da vítima necessita urgentemente de apoio psicológico. A questão é se o Estado facultou-lhes estes serviços, o que aliás era e é seu dever…

  2. Muita Calma

    Ha que ter muita calma nesta hora ao apontar o dedo a quem não merece. Se a família procurar um advogado ficara a saber que a PJ não tem competências por si só exumar cadáveres. Eles podem ate já saber onde se encontram os restos mortais mas sem autorização de um juiz a enviar o Zezinho catana a Mindelo e outro a autorizar a exumação, eles, a PJ esta de mãos atadas, não podem infringir a lei. A família que procure um advogado que diligencie junto de algum juiz, para mandar passar os mandatos.

  3. lena reis

    nos familiares cada dia que passa ficamos mais agonia por recupere os restes mortais da nossa irmã

  4. Caten konta

    bom se nhos ka toma medida ku katana n sta td fudido…kelá é pa leba pa fornu pa kema sem dor e sem temorrr….

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