Trinta e três anos depois, Mugabe ainda não está pronto para ceder o poder

31/07/2013 12:32 - Modificado em 31/07/2013 12:32

MugabeOs rivais de sempre voltam a defrontar-se nas urnas, numas eleições que prometem ser tudo menos “livres e justa”. Polícia antimotim nas ruas, ausência de listas eleitorais actualizadas, nenhum observador ocidental no terreno. Assim estavam criadas ontem as condições potencialmente explosivas para as eleições presidenciais que se realizam hoje no Zimbabwe.

 

Os rivais são os velhos adversários de sempre: Robert Mugabe, no poder desde a independência do país em 1980, e Morgan Tsvangirai, o líder da oposição que disputou com ele as presidenciais de 2002 e 2008, manchadas por acusações de fraude. Forçados a entenderem-se pelos seus vizinhos africanos, assinaram em 2009 um memorando de entendimento que levou Tsvangirai a primeiro-ministro e manteve Mugabe na presidência.

 

Aos 89 anos e sem sucessor designado, Mugabe espera conservar o poder e manter na oposição o líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDC). A coabitação entre os dois foi imposta pela comunidade da África austral (SADC) para evitar uma guerra civil potencialmente desestabilizadora de toda a região. Mas, quatro anos depois, e com uma nova Constituição aprovada, que a Amnistia Internacional considera ser apenas um pedaço de papel (limita os mandatos presidenciais, mas só daqui a dez anos, impede o Presidente de vetar legislação aprovada no Parlamento, mas não para já, institui uma Procuradoria independente, uma comissão de reconciliação e outra anticorrupção, mas só para as calendas), o país esta tão dividido com sempre.

 

Fragilizado pelo rejuvenescimento demográfico do eleitorado, Mugabe apresentou-se nesta campanha como defensor e guardião do nacionalismo negro e garante da estabilidade nacional, um argumento de peso para as organizações regionais africanas, refere a agência AFP. União Africana e SADC, na qualidade de únicos observadores internacionais no terreno, têm mantido um silêncio ensurdecedor em relação às denúncias de diversas organizações de defesa dos direitos humanos (intimidação policial de eleitores e membros da oposição, censura, milhares de eleitores fantasmas e excesso de boletins de votos impressos, por exemplo).

 

“Votem, votem, votem em paz, paz, paz, paz. Nós queremos a paz”, gritou Mugabe no comício de encerramento da sua campanha. “Vão ser umas eleições livres e justas. Não vamos forçar ninguém a votar num sentido ou noutro”, prometeu o líder da ZANU-PF, antes de acenar com o fantasma da instabilidade. “Vejam o que aconteceu no Egipto. Os povos foram enganados e chamados a derrubar os seus líderes. Agora os egípcios lutam entre eles e os ocidentais contentam-se em observar como se não soubessem o mal que fizeram.”

 

Em campanha, Tsvangirai fez por demonstrar que acredita que agora é desta. “Mugabe roubou as eleições de 2002, roubou as eleições de 2008. Desta vez queremos dizer-lhe que não deve voltar a roubar outra vez”, disse o primeiro-ministro no último comício em Harare. “Não temos qualquer intenção de praticar represálias. Tudo aquilo que queremos e que dizemos é: “Senhor Mugabe, concorra a estas eleições de maneira livre e justa, para que possamos deixar-vos uma saída digna””.

 

Afastando cenários de vingança em caso de vitória, Tsvangirai prometeu que Mugabe poderá “gozar a sua reforma em paz” e que será tratado como “antigo chefe de Estado”. Mugabe já avisou o seu rival que se proclamar vitória antes do anúncio oficial dos resultados será preso.

 

 

publico.pt

  1. jusantos

    MOGABE HAHAHAH NELSON CENTEIO CRE PA ZEMA FICA SIMA EL SÓ QUI É SQUECE MA CV É CA ZAMBIA BUREZ TEM LIMITE CA PA PENSA MA C ABOVERDIANOS CA TA CANSA .DITADURA QUI NHOS GOSTA BU STA SABE .NTA DAU RECADO PA BU DA UM COLEGA DE BÓ FLAL MA EL É CA TEM MORAL DE TCHOMA ALGUEM DE NOME PAMODE AEL SIMA QUI É CA TEM NADA FAZE EL É MODA CADELA SÓ FLA KSKSKSKSKS DJE LADRA MA INDIRA CA SE COLEGA EM NEHUM PARTE, GATERA ZARAGATERA DEMANDADA MAL AMADA COMPLEXADA BAJULADORA MAPCIENCIA TEM LIMINTE = LENA FONTES

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