Um perigo à solta : profissionais armados e a trabalharem sob o efeito do álcool

30/07/2013 00:20 - Modificado em 30/07/2013 14:20

alcool2Ilaugino Fortes, agente da Polícia Nacional tinha dependência do álcool e chegou a ser punido por causa dessa conduta. O NN sabe que durante um período, por questões de segurança,foi-lhe retirada a sua arma de serviço para evitar constrangimentos, uma vez que o seu estado comportamental evidenciou sinais de perigo para com alguns cidadãos. Mas no dia 27, o agente da PN, sob efeito do álcool, faltou ao serviço e sacou da sua pistola para matar “Chaka” com quatro tiros.

O caso do assassinato de um jovem na Ribeira de Craquinhaperpetrado por um agente da Polícia Nacional trouxe de novo para a praça pública a discussão sobre o facto de haver cidadãos a fazerem uso abusivo do álcool durante o exercício da profissão. Em particular, se os agentes da autoridade, cujo trabalho está associado ao combate à criminalidade, garantia da segurança das pessoas e dos reclusos detidos nas cadeias, podem estar alcoolizados e a resolverem “assuntos pessoais” com a própria arma de serviço.

Conduta

O caso de Ilaugino Fortes terminou em tragédia com a morte do companheiro da sua enteada. Mas sabe-se que este foi mais um caso a acrescentar ao cenário de agentes da autoridade que, sob efeito do álcool, sacaram da própria arma de serviço para intentarem contra indivíduos.

Há quem carregue no corpo ferimentos de balas efectuados por polícias ou agentes prisionais que infringiram a lei e acharam por bem pressionar o gatilho durante um desentendimento de ordem pessoal, onde podiam optar pela resolução de forma pacífica. Mas “Chaka” não teve a mesma sorte, já que os ferimentos dos disparos lesaram regiões vitais do seu corpo e acabou por falecer.

Cautela

O NN conversou com um magistrado acerca desta problemática que, de certa forma, acaba por manchar o nome da corporação a que pertence o agente. E gera a preocupação no seio da sociedade pelo facto de qualquer cidadão puder ser vítima de uma conduta perigosa por parte de um agente da autoridade que, por lei, tem direito à posse de armas e de outras regalias.

Segundo o entrevistado “o caso ocorrido há alguns dias serve de uma chamada de atenção para os Ministérios e as instituições que lidam com a segurança, isto é, onde o trabalhador tem direito a uma arma de fogo para se proteger a si e à nossa sociedade de eventuais situações que atentam à sua integridade. É preciso ter cautelas prévias, porque não podemos ter profissionais com armas nas mãos e a trabalhar sob o efeito do álcool ou a viverem no seio da comunidade com essa dependência”.

Punição

Para o magistrado é “inadmissível” ter agentes da autoridade a fazer o uso da arma de serviço fora do horário, em situações de natureza “fútil”, isto é, na resolução de casos particulares com o auxílio de uma pistola numa circunstância que coloca em risco a vida do agente e dos restantes intervenientes no caso.

“É natural que se entenda que numa ocasião de legítima defesa o cidadão possa fazer disparos de forma controlada. Mas no sentido oposto, quando um polícia se encontra alcoolizado e mata alguém sem motivo para tal, a lei deve ser executada e quem de direito deve cumprir os procedimentos necessários para punir a conduta do agente, de modo a dar garantias de segurança à nossa sociedade e evitar que outros agentes seguiam por esse caminho” sublinha o nosso entrevistado.

Controlo

O magistrado conclui dizendo que a Justiça deve funcionar a favor de todos os cidadãos e que o Ministério da Justiça e da Administração Interna mantenham a sua posição em relação à lei seca instituída nas instituições que regem: punição de funcionários apanhados a beber em serviço ou que tenham condutas provocadas pelo uso abusivo do álcool e que põem em causa a imagem da instituição ou a qualidade do serviço.

Este online sabe que os dois Ministérios estão a apostar no gabinete de psicologia para acompanhar casos de comportamentos desviantes. Pelo que “alguns agentes tiveram acompanhamento psicológico, mas há quem já tenha sido submetido a tratamento hospitalar. Quer-se agora eliminar esse problema do seio das corporações, por isso, está-se à procura de melhores soluções para combater o vício do álcool que, muitas vezes, leva alguns polícias e agentes prisionais a faltarem ao trabalho ou a envolverem-se em problemas”.

  1. Figueiral

    Ainda jovem fui funcionário publico em Cabo Verde em algumas Ilhas no tempo colonial. Mas não me lembro nenhuma vez de ter abandonado o posto de trabalho para ir assentar num café ou lugar semelhante. Alias financeiramente não era possível pois os salários não eram tão elevados e a corrupção que também existia mas em muito menor escala era apenas reservada a um pequeno grupo com influencia. Também após a independência os salários não são tão elevados mas a possibilidade de aumenta-los foi mais alargada não se limitando apenas a um ou outro funcionário com influencia. Portanto a corrupção alargou-se a todos os níveis pois há uma mentalidade de encobrimento geral.
    Durante as minhas férias em S.Vicente fico espantado ao vêr que durante o horário de trabalho os funcionários têm uma boa representação nesses estabelecimentos durante as horas de expediente de trabalho. Devo confessar que sinto um certo ciúmes dos meus colegas funcionarios do periodo pós independencia, pois no meu tempo, no tempo colonial tal era impensável.Portanto o consumo de álcool no seio dos funcionários não passa dum efeito colateral doutra mentalidade surgida após a independência.

  2. CidadaoCV

    Um agente que tenha comportamentos reprováveis na sociedade, devia, pura e simplesmente ser expulso da polícia, por justa causa, sem direitos a quaisquer indeminizações. Profissões como polícia, …. que pela imagem que devem transmitir á sociedade, o comportamento dos seus agentes deve ser exemplar, não compatível com alcoolismo, zaragatas, descuidos com a higiene pessoal, … Neste caso para além do “agente” em causa, responsabilidades maiores devem ser assacadas.

  3. edmar

    esse e um exemplo agora sot continua te tcha policias bebedos e drogados nas ruas que vai aver mas casos

  4. CARLOS CARVALHO

    NÃO SEI BEM O QUE ACONTECEU ENTRE ELES. MAS ISSO FOI UMA ATITUDE INESPLICAVEL POR PARTE DESSE POLICIAL E TEM MAIS POLICIAS DESSE TIPO POR AÍ , ALIÁS VÁRIOS . E NÃO DEVEMOS DEIXAR QUE ALGUNS PÕE EM RISCO ESSA CORPORAÇÃO…. ACHO QUE O GOVERNO DEVIA DAR UMA NOVA FORMAÇÃO MAIS SEVERA COM LEIS A CUMPRIR POR PARTE DOS POLÍCIAS E CIDADÃOS. ACHO QUE ELES DEVIAM SER MAIS EDUCADOS COM OS CIDADÃOS NO DIA A DIA COISA QUE NÃO ACONTECE A MAIORIA SÃO SUPER BRUTOS !!! E QUEM PAGA OS IMPOSTOS?

  5. JOAO

    QUALQUER AGENTE DA POLÍCIA DEPENDENTE DO ÁLCOOL DEVE SER SER EXPULSO DAS SUAS FUNÇÕES. MAIS UM FACTO PARA DEMONSTRAR QUE A POLÍCIA NACIONAL ESTÁ SENDO MAL FORMADA.

  6. Mira

    Muitos agentes da nossa Policia deveriam voltar para os bancos da escola e estudar FPS – Formação Pessoal e Social. Sinceramente, ha muita falta de educaçao na forma de abordar as pessoas. Parece-me que o lema de muitos è: quando há Força, a Inteligencia não faz falta.

  7. Silva

    Que tal se os Policiais tivessem port de arma apenas durante o periodo de serviço. Es tava armá na esquadra e kónd es saí, és tava tchá qel arma lá na esquadra.!…

  8. UVID IMPE

    Sinceramente,mas bsot ê ingratos!!! então policias k t sirvi pa nada,basta ter problema ma um pa tudo corporação ser envolvido e xingado da maneira mais cobarde k há.bsot faze um visita ao CRPNSV(POP,PM,GF) bsot oia tantos profissionais k tudo dia ta pô ses vida em perigo pa granti segurança de tudo cidadão desse ilha.la tem oficiais,subxefes e agentes educados,aprumados,com bom corportamento moral e civico pa bsot xtod t dze ex bararidades li(alcoolatras e drogados).

  9. UVID IMPE

    esse agente falha grave e realmente ele tem problemas k alcool.mas isso não é o suficiente pa pessoas bem li desonra toda a corporação alias txeu de bsot k t critica policias li de forma mais severa t fazel gatxod pq bsot ê covarde ou bsot tem txeu amigos ou conhecidos k policiais(fala mal mas depois dob kel cascod).por isso esse ê nha opinião policias k deve ter amigos nôs amigos ê nôs familia e um t txa um apelo a tudo policia na são vicente:nô bibe agua,nô faze mais caminhadas,

  10. UVID IMPE

    …nô para de frekuenta esses lugares onde k ta bai txeu gintinha pq nôs ê um raça superior,DEUS ê k faze nôs policias,sõ assim exe invejosos t xkece de nôs.txeu tem ciumes pq exe k cosegui entra ou exe t kre faze o k ta daxe na gana e policias t poxe peso,alias nõ t li pa esse fim cumpri e faze cumpri lei,mas infelismente tem colegas k t desvia e exe tem k sinti o peso da lei sobre sexe ombro tb.um sentidas condolências a familia de chaka(evaristo pa txeu k sabe ê policia tb,se mãe e se pai )

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