Até sempre TEK: mas que som de um “sax” tão “intentode” numa Lisboa de mil sons e mil amores

30/07/2013 00:10 - Modificado em 30/07/2013 14:22

TekMorreu Péricles Augusto Benrós Melo Duarte, simplesmente TEK. De acordo com os familiares o saxofonista que encantou gerações de cabo-verdianos faleceu de “causas naturais na sua residência no Mindelo”. Dizia um leitor do NN sobre a morte do Bana: “a morte deve gostar de boa música”. E tinha razão. De uma assentada levou-nos o Bana e o Tek. E à memória vem o som do saxofone de Tek no tempo do BlakPower nas noites de Lisboa. Forte, dolente e aconchegante. Apenas um som que ficou na memória? Sim! Mas na alma também e na lembrança que fica do músico que tocava pelo prazer de tocar. Noutras memórias ficam outros sons de Tek no conjunto Colá ou, mais recentemente, a solo nas tardes do Hotel Foya Branca com sons de saxofone que nos levam para outras memórias, não à borda de uma piscina mas para os Alunos dos Apolos na cidade de Lisboa: mas que som de um “sax” tão “intentode como as noites pejadas de crioulas sabe moda intentačon, numa Lisboa de mil sons e mil amores: sabé moda intetançon do som que saía do sax do Tek: hasta sempre Tek”.

Eduíno santos

 

Biografia

Habituado desde o berço a assistir às serenatas e tocatinas de seu pai com outros músicos, Péricles foi para Portugal aos 13 anos, onde desenvolveu o gosto por tocar violão e piano a par dos estudos do liceu.

 

Quando entrou para a Faculdade de Arquitectura, fez também estudos de Flauta e Educação Musical no Conservatório Nacional. Nessa altura, formou a sua primeira banda e, à posteriori, o Quarteto Tam-Tam. É nesta fase que o músico experimenta a Viola Baixo, o Órgão e inicia o contacto com os Saxofones. Em seguida, forma a Banda Kolá, em Cabo Verde, com a qual gravou três discos.

 

De novo em Portugal, participou na Banda BlackPower e na formação dos Blush, ambos com discos gravados com a sua participação. Depois da Pós-Graduação em Arquitectura Tropical, actuou com bandas, orquestras e a solo, em digressões por todos os países da Europa e alguns do Extremo Oriente e África. Tem também experiência como docente em diversas áreas, nomeadamente, na Educação Musical.

 

 

 

ACOMPANHAMENTO DE ARTISTAS

 

Acompanhou António Variações, Duo Ouro Negro, MiryamMakeba, Elba Ramalho e Dulce Pontes, entre outros. Acompanhou também artistas e grupos cabo-verdianos conhecidos, tais como Ildo Lobo, Titina, Celina Pereira, Dany Silva, Gardénia Benrós, Lura, Tito Paris e Cesária Évora.

 

DISCOS

 

Durante uma temporada em Macau, participou num projecto apoiado por várias entidades, nomeadamente, o Gabinete do Secretário Adjunto para a Comunicação, Turismo e Cultura de Macau, o Leal Senado de Macau e a Fundação Oriente que resultou num CD intitulado “Macau 99, TOGETHER FOREVER”, editado em Macau, Hong Kong e Portugal.

 

Péricles Duarte trabalhou também na produção musical, arranjos e orquestração. Além dos já referidos, tem cerca de 40 participações em discos gravados, nas áreas da produção e interpretação, acompanhando diversos artistas.

 

 

 

 

 

 

  1. Nuno Ferreira

    Sentimentos à família enlutada.

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