Crime da Craquinha :Prisão preventiva para agente da PN que matou jovem

29/07/2013 01:33 - Modificado em 29/07/2013 01:33

policiaO Tribunal da Comarca de São Vicente decretou prisão preventiva ao agente da polícia que assassinou o companheiro da sua enteada com quatro tiros na localidade da Ribeira de Craquinha. O caso ocorreu na residência do agente da PN, Ilaugino Fortes e na sequência de um desentendimento, o agente da polícia sacou da sua arma de serviço e disparou contra a vítima , Celso , conhecido por “Chaka”.

 

Na sexta-feira por volta das 21 horas, um indivíduo com cerca de 30 anos, conhecido por “Chaka” foi baleado pelo agente da polícia com quatro tiros e acabou por falecer no Hospital Baptista de Sousa. Na sequência do caso, o autor dos disparos, Ilaugino foi detido e conduzido ao HBS porque passou mal depois de matar o companheiro da sua enteada.

 

Depois de recuperar da situação, o agente da PN foi presente ao Primeiro Juízo Crime para interrogatório e aplicação de uma medida de coacção. Ilaugino Fortes está indiciado da prática de um crime de homicídio, pelo que depois de explicar os factos que resultaram na morte de “Chaka”, o juiz aplicou a medida de coacção mais grave, a prisão preventiva.

 

O magistrado mandou conduzir o agente da PN para a Cadeia de São Vicente, onde agora vai aguardar o desfecho do processo de investigação e julgamento. O NN sabe que aquando dos factos Ilaugino tinha faltado ao trabalho às 20 horas para prosseguir a discussão com a vítima.

 

O NotíciasdoNorte apurou que “ninguém esperava que a confusão entre ambos os intervenientes terminasse em tragédia. A morte de Chaka não tem uma causa específica, mas foi o culminar de discussões permanentes e trocas de ameaças de morte. Na sexta-feira foi fatal, porque na sequência de ameaças, Ilaugino pegou da sua arma e disparou contra Chaka que acabou por falecer vítima dos ferimentos provocados pelos disparos”.

 

Ilaugino Fortes é tido na Polícia Nacional como dependente de bebidas alcoólicas e já sofreu medidas disciplinares por causa do uso abusivo do álcool, vai agora sofrer as penalizações internas. Com 18 anos de serviço, o agente já teve alguns problemas ao tentar usar a sua arma de serviço para resolver situações pessoais, pelo que o Ministério da Administração Interna deverá ser accionado para tomar as medidas adequadas ao caso, em que Ilaugino matou e ficou em prisão preventiva por ordem judicial.

 

  1. em Cabo Verde só assim msm para punir um agente policial………morte ou caso muito grave e com testemunhas ….acredito que se esse crime não fosse testemunhado este agente inventaria qualquer coisa e estaria na rua….

  2. Anónimo

    Sr Victor Semedo, talvés deves ter alguma passagem pela Polícia. Deves dizer em qual país do mundo a Justiça é feita sem testemunha. Lamentável…

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.