A chefe de divisão da RCV foi colaboradora do NN e despedida do EXPI

29/07/2013 01:29 - Modificado em 29/07/2013 01:43

ALO jornalista Eduíno Santos disse ao NN que não pretende continuar a responder às “riolas” da chefe de divisão de informação da RCV que estiveram na base do seu despedimento da RTC em 11 de Julho. Visto que já recorreu ao Tribunal impugnando o despedimento e que se identifica totalmente com a posição assumida pela AJOC . Mas afirma que perante a “insistência da senhora Astrides Lima em continuar com a “riola” que esteve na base do processo disciplinar que lhe foi instaurado e a esconder a verdade, vê-se na obrigação de vir publicamente apresentar provas das inverdades. Para Eduíno Santos, a chefe de divisão de informação da RCV não diz a verdade quando afirma ao jornal a Nação que “foi colaboradora do ExpressodasIlhas, mas que se desligou do jornal há mais de quatro anos quando assumiu as funções de chefia na RCV”.

Clik para ampliar a imagem

Mais uma  de várias colaborações  de Astrides  Lima para o NN

 

Email da direcçao do Expresso das ilhas a rescindir o o contrato de colaboradora  com Astrides Lima

Clik para ampliar a imagem

AL 2A verdade, de acordo com o documento nº 1, é que a senhora Astrides Lima foi despedida do Expresso das Ilhas. Num e-mail enviado no dia 3 de Outubro de 2008, às 07:38 h, pela então Directora Executiva, foi-lhe comunicado que “a jornalista Aristides Lima, nossa colaboradora no Mindelo cessa funções no próximo dia 6“. O NN sabe que na altura o EXPI iniciou uma reestruturação que culminou com o afastamento de “alguns colaboradores” que mandavam artigos anónimos recebendo boas gratificações e que não davam a cara pelo jornal porque era um jornal conotado com a oposição”. Era o caso de Lima que se limitava a enviar as notícias que eram feitas na RCV, mas que não assinava porque o EXPI era conotado com a oposição e  tinha receio de ser prejudicada por isso. Esta era uma prática que nasce com o surgimento do expressodasilhas online e visto que os jornalistas do jornal em papel, onde Santos era colaborador e assinava os artigos, não escreviam para o online assim, os colaboradores foram “recrutados na RCV” daí o carácter oficioso e oficial desse online que divergia do jornalismo de investigação e de “combate” do jornal de papel. E foi a esse estado de coisas que a directora executiva colocou um fim em 2008. Conclui dizendo que “a ex-chefe não deixou os 30 mil escudos que o Expresso lhe pagava de livre vontade: foi demitida”.

 

 

 Eduino Santos agradece a “chefinha” pelo artigo enviado

AL 4“Obrigado Chefinha”

 

Na entrevista à Nação a chefe de divisão de informação tenta negar o “pecado original” da sua ligação e colaboração com o Notícias do Norte, mas acaba por confessar ao afirmar “em gesto de boa vontade que tenha enviado textos ao Eduíno”. Então a chefe de divisão de informação da RCV envia textos para publicar no NN como “gesto de boa vontade” e três anos depois vem acusar o jornalista de fazer o que ela fez? Há três anos era normal a chefe escrever para o NN e agora passou a ser infracção com direito a despedimento, colaborar com o Noticias do Norte?

Clik para ampliar a imagem

 

Mas Santos apresenta documentos. No dia 11 de Novembro de 2010, às 10:10 h a chefe de divisão da RCV envia um artigo para publicação no NN, com o título “cinco dicas que revelam a sua infidelidade” onde no cabeçalho do email, Lima escreve “oiá se ta interessa nós leitor – o sublinhado é nosso…”. Eduíno Santos recebe o e-mail e encaminha para publicação na rubrica “Viver” do Notícias do Norte. Às 12:08 h do dia 11 de Novembro, Santos responde à chefe com um “obrigado nha chefinha”. O jornalista apresenta vários e-mails recebidos da “chefinha” com artigos para publicação que provam a continuidade da colaboração de Lima com os nossos leitores. Questionado se Lima recebeu por esses trabalhos, afirma “não vou entrar por esse caminho, tinha uma excelente relação com a Astrides. Uma relação de amizade, carinho e cumplicidade. E em nome disso, não vou entrar em aspectos pessoais ou financeiros. Apenas quero defender a minha honra e o bom-nome que ela manchou. Também porque estou convencido que o Tribunal me vai dar razão e vamos voltar a trabalhar juntos”.

 

 

 

  1. Carlos Ferreira

    Vivo fora de Cabo Verde mas continuo interessado pelo que se passa naquelas dez ilhas. Alguém conhecedor da sociedade cabo-verdiana chamou a minha atenção para a “prostituição intelectual” de muitos jornalistas em Cabo Verde.
    É pena mas até certo ponto compreensível.Mercado de trabalho bastante pequeno e limitado e conseguir um job é uma luta titânica para quem nao esteja encostado num ou noutro bloco com poder e influencia.
    Apenas de lamentar pois o jornalismo na sua essência é uma profissão nobre que exige valores éticos e morais bastante elevados.
    Mas é o País, a sociedade, a cultura da interdependência, o clientilismo, a mentalidade que temos e nao tão depressa vai desaparecer.
    Pelo contrario, com a crise financeira muitos valores sofrerão também uma inflação e erosão substancial.
    Queiramos ou nao o jornalismo tambem nao está blindado contra a crise como alguns nos pretendem convencer.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.