Cerimónia fúnebre de Bana: pá um velho amigo que ja bate se retirada

26/07/2013 00:59 - Modificado em 26/07/2013 00:59
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As cinzas do intérprete Adriano Golçalves (Bana) foram levadas a enterrar esta Quinta-feira, dia 25, em São Vicente. Realizou-se o último desejo de Bana, que pediu na homenagem que lhe foi feita no ano passado, nos CV Music Awords que fosse enterrado na sua terra natal quando falecesse.

Nas palavras de Diva Barros, enquanto lia a biografia do cantor, o passamento de Bana “faz-nos ver a fragilidade da condição humana”, apesar de não impedir que se visualize a grandiosidade artística deixada pelo cantor “que irá consagrar-se na nossa história”, pois a sua música “vai além do Terra Longe, ultrapassa o Pasárgadas”.

“Bana foi e será sempre uma figura ilustre da morna e que engrandeceu e muito a nossa identidade enquanto povo. A morna traz-nos a leitura dos nossos ilustres escritores e compositores que em versos sublimes e cheios de história transpunham a versatilidade do povo cabo-verdiano: as nossas amarguras, mas também nossas vitórias, nosso percurso”, afirma Carlos Chantre que se diz “amante eterno” do malogrado cantor.

O funeral aconteceu por volta das 16 horas e apesar de pouca gente “foi o suficiente para transmitir o significado e importância que Bana teve e terá sempre para o país”, sublinha Eugénio Costa (Notche), um dos intérpretes convidados que fez emocionar os presentes. Assim como diz Carlos Carrilho, “o mundo fica mais pobre com a partida do cantor que, com seus pés descalços, tinha o mundo a seus pés”.

 

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