Do Senegal para Cabo Verde: o amor não tem fronteiras , mas o preconceito tem

25/07/2013 00:12 - Modificado em 25/07/2013 00:12

SenegalA questão da integração dos nativos do interior do continente africano em Cabo Verde constitui ainda uma barreira que se sustém com base em preconceitos e discriminação racial. Para os olhares mais atentos, o cenário é quase sempre o mesmo: existe pouca interacção entre os crioulos e os africanos do continente. Entretanto, há sempre casos que fogem à regra como é o caso da história de amor vivida entre o senegalês Elhadji Sow e a cabo-verdiana Madalena.

Conheceram-se há cerca de 5 anos quando Elhadji chegou à ilha de São Vicente. Comerciante de profissão no seu país de origem, resolve continuar com o seu negócio, desta feita na cidade do Mindelo (Praça Estrela). E é neste local que os dois se conhecem, pois Madalena também trabalhava no local. Uma história que traz algum alento à realidade que se constata no dia-a-dia destes filhos de África que escolheram Cabo Verde para viver.

“Existe muito preconceito e discriminação por parte dos cabo-verdianos em relação a nós. Poucos sabem quem somos, poucos sabem dar conta da sua própria identidade [entrelaçada à nossa] porque somos todos africanos. Tratam-nos por Mandjacos, mas nem sequer sabem o que o nome significa”, diz Sow. Continua, sublinhando que “o amor não tem fronteiras, é independente de qualquer tipo de estigmatização. Vai além, muito além”.

Madalena e Elhadji casaram-se em 2012 e vivem na zona da Bela Vista. “Somos felizes juntos. Damo-nos muito bem, fui bem recebido pela família e não temos qualquer tipo de complexo em estarmos juntos. Vamos para onde quisermos, mesmo sabendo que nem toda a gente vê com bons olhos a nossa relação”.

“Os cabo-verdianos negam ou ignoram a cultura africana, mas temos de saber de onde vimos, o que somos, temos de conhecer a nossa cultura e aceitar as diferenças. Há muitos cabo-verdianos que só conhecem a própria ilha e não mais do que isso. Não sabem dar conta da sua própria geografia e cultura”, adverte o senegalês.

  1. aldita

    o problema e voces serem felizes.os cabo verdianos sao maldiciossos.eles tem complexo da patria deles.eles nao tem orgulho de ser africanos

  2. Eduardo Oliveira

    Por favo não acusem “o cabo-verdiano” de não conhecer a geografia ou a histôria dos continentais. Estou certo que, nessa franja social, sabemos muitos mais que eles.
    Vêm à procura da vida pensando que o nosso pais é verde e mais nada. Não somos oq mais racistas. Com Hoje em dia o nùmero

  3. Eduardo Oliveira

    (Continuação)

    Com a desenvltura, hoje em dia, de se deixaram aldrabar e se amontoarem em barquinhos sem saber para onde vão, contribuem para desenvolver o sentimento de racismo (medo) que têm nas tripas.
    Quando qualquer um é obrigado a dividir a sua cachupa, começa a discordar.
    Ê simplesmete isso.

  4. CidadaoCV

    Acredito que haja alguma discriminação, mesmo algum “racismo”, no tratamento do cabo-verdiano em relação ao aos emigrantes africanos. Quanto ao termo “mandjaco” não acho que conscientemente seja uma forma de discriminação. Se calhar os primeiros emigrantes disseram que eram “mandjacos”. É sabido que existem várias nacionalidades de africanos em Cabo Verde. O termo “mandjaco” é utilizado para identificar na generalidade todos os africanos.

  5. Silvério Marques

    Senhor Senegalês.
    O cabo verdiano é um povo mestiço, pode-se mesmo dizer uma mistura perfeita. No continente odeiam os mestiços. Quem como eu já viajou por esta Africa Ocidental não se deixa enganar com as vossas palavras mansas aqui em Cabo Verde. O martírio do cabo verdiano começa no aeroporto de Dakar onde se não mete dinheiro no passaporte irá passar todas as injúrias possíveis. Como El Hadji o senhor é muçulmano e está tudo dito. Quando Madalena for ao Senegal terá de viver num harém.

  6. Silvério Marques

    Para os muçulmanos as mulheres não valem nada. E a excisão genital feminina ? É esta a cultura e os hábitos que nós temos que assimilar ou é comer com as mãos ? Eu conheço por dever de ofício toda a Africa Ocidental e sei as duras penas porque passei. Há excepções mas muito raras.

  7. HL

    Eles vivem tão bem em Cabo Verde que já vem reclamando direitos, e Cabo verde não pode se dar ao luxo de ter pessoas q vem não se sabe onde e q não trazem nada. A maioria deles estão metidas em actividades Ilícitas, trafico de drogas ouro Prostituição e varias outra actividades. e pergunte-se quanto é q pagam de impostos o q fazem para o desenvolvimento de Cabo Verde? O Brasil Criou lei para se proteger da demanda do portugueses e CV pq não pode fazer nada para se defender contra a demanda desses

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