Familiares ponderam recorrer ao STJ

24/07/2013 00:00 - Modificado em 23/07/2013 23:45
| Comentários fechados em Familiares ponderam recorrer ao STJ

prisao3O Supremo Tribunal de Justiça pode vir a intervir na decisão do Tribunal da Comarca de São Nicolau que aplicou uma pena de 17 anos de prisão e o pagamento de uma indemnização de 1600 contos pelo assassinato por electrocussão dos jovens Rively Soares e Hemiliano Costa. João Ramalho pode ver a pena mantida ou alterada, caso o Ministério Público levar em conta as reclamações dos familiares e interpor um recurso de contestação junto do STJ.

 

O caso do assassinato de Hemiliano e Rively por electrocussão na ilha de São Nicolau conheceu o seu desfecho final com a condenação do funcionário dos Serviços Autónomos de Água do Tarrafal que electrificou o tanque de “Algodoeiro” onde os dois jovens se foram banhar na noite de 4 de Outubro de 2012.

 

João Ramalho, de 42 anos, foi condenado pela prática de um crime de homicídio agravado, pelo que o juiz lhe aplicou uma pena de 17 anos de prisão e o pagamento de uma indemnização de 1600 contos à família das duas vítimas.

 

Mas o NN sabe que os familiares de Hemiliano e Rively demonstraram o próprio desagrado pela medida da pena aplicada pelo Tribunal ao homem e sublinham que houve “injustiça” na atribuição da medida da pena, por isso, tencionam recorrer à instância judicial de direito para contestarem a decisão do juiz.

 

Júlia Costa, mãe de Hemiliano em declarações à Inforpress assegurou que até hoje sofre de problemas de saúde causados pela morte do filho e que 17 anos de prisão é “muito pouco” para uma pessoa que provoca a morte a dois jovens e que dinheiro nenhum vai pagar pela vida do filho.

 

A mãe de Hemiliano afirma que “Esta não é pena de prisão para quem mata uma pessoa, ainda mais para quem mata duas e daquela forma trágica como aconteceu”. Por seu lado, Marlene Conceição, prima de Rively clama por justiça e diz que esperava por “um desfecho mais justo do caso”. A família do jovem vai fazer de tudo para recorrer da sentença.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.