UNICV: mesmo com redução nas taxas,os alunos falam em risco de retenções

23/07/2013 00:55 - Modificado em 23/07/2013 00:55
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unicvApós cerca de 6 meses de manifestações, o Conselho Directivo da UNICV decide satisfazer a vontade dos alunos: aqueles com propinas em dia ficarão isentos de pagar a taxa dos exames. Além disso, irá reduzir para metade o valor da taxa dos exames para os alunos que, até então, não tenham liquidado o valor total das propinas. No entanto, os alunos asseveram que as medidas tomadas não vão ao encontro das suas reivindicações.

 

Um dos senãos nesta nova regulamentação, sublinha Adalberto Silva, passa pelo facto de não se ter explicitado nas declarações feitas à imprensa que, “afinal só terão direito a inscrever-se nos exames os alunos com propinas pagas até ao mês de Março”. Continua Rocha, dizendo que “existem muitos alunos com propinas por pagar” anteriores ao mês de Março e que, por esse motivo, o mais provável é que os mesmos percam o ano.

 

Por seu lado, explica Nelson Cardoso, aluno de Engenharia Electrónica, esta decisão “não coincide com as queixas levantadas pelos alunos, razões que motivaram os protestos”. Continua Cardoso dizendo que “a minha opinião mantém-se: a taxa sobre os exames tem e deve ser retirada”. Tal como diz Rudson Sousa que frequenta o primeiro ano do curso de Engenharia Civil, “nós estudamos numa Universidade Pública, fazemos um sacrifício para pagar as propinas e ainda querem que paguemos os exames”. Neste aspecto sugere Cardoso que se alterem o regime de exames. “Poderiam era incluir no plano dos exames, provas de recurso para os alunos que não conseguissem passar na primeira chamada. Agora, nos exames de recurso já faria sentido que se pagasse uma taxa”.

 

Na leitura de Adalberto Silva, uma das vozes mais activas do protesto, “não se trata de uma redução da taxa das propinas, porque “de facto, a taxa das propinas foi retirada. Os 500 escudos em causa não passam de uma multa aplicada aos alunos com propinas em atraso”.

 

Para além disso, os alunos do Departamento de Engenharias e Ciências do Mar (DECM) acreditam que os problemas só serão resolvidos com a comunicação “caso que nunca chegou a acontecer até aos dias de hoje”, diz Nelson. Quanto a isso, em notícias avançadas pelo jornal a ASemanao Conselho Directivo está a preparar um calendário de “audiênciasindividuais e colectivas no sentido de ouvir as reclamações, as dúvidas e os anseios de todos”.

 

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