Ex-nora e amante condenados a pagarem indemnização de 800 contos

22/07/2013 00:10 - Modificado em 21/07/2013 23:24

prisao preventivaO Segundo Juízo Crime da Comarca de São Vicente fez cair por terra a acusação do Ministério Público que acusava Celeste Gomes e Hermes “Djudja” Sequeira da prática de um crime de homicídio agravado, em concurso com um crime de roubo. De acordo com o juiz, com base nos factos apurados, os dois cidadãos tinham a intenção de assaltar o idoso, Armando Rodrigues, porém, o plano falhou e a vítima acabou por falecer.

Celeste, de 41 anos e Djudja, de 32 anos, detidos em prisão preventiva por suspeita do assassinato do cidadão Armando Rodrigues, de 77 anos, na sua residência na zona de Impena ficaram a conhecer o veredicto do juiz que presidiu à audiência de julgamento. Celeste foi condenada a 14 anos de prisão e o seu amante, Djudja, a uma pena de 13 anos e seis meses. Por outro lado, o magistrado determinou que os cidadãos terão de pagar uma indemnização de 800 mil escudos à família da vítima.

O Tribunal apresentou a matéria dos factos que determinaram a aplicação da medida de pena e deu como provado que Celeste, que vivia com um filho de Armando, mantinha uma relação amorosa “às escondidas” com o comparsa, Djudja. E que no dia 19 de Setembro, decidiram pôr em prática um plano que culminaria num assalto ao sogro de Celeste, depois do seu companheiro ter saído para o trabalho.

Factos

Segundo o juiz “o acordo era o de desmaiar o homem para que este não reconhecesse a ex-nora e, depois, amarrá-lo apesar da morte do idoso não ser a finalidade do plano. Porém, houve uma falha na execução do acordo que resultou numa situação dramática, uma vez que Djudja agrediu o cidadão Armando que veio a sofrer lesões graves na cabeça e no corpo e a ser encontrado sem vida na sua residência”.

Para o Juízo Crime, a convicção baseada na matéria dos factos determinou que os arguidos não cometeram um crime de homicídio agravado, mas que a sua conduta deve ser censurada porque resultou na morte de um homem. De acordo com o juiz, o plano foi da autoria da ex-nora de Armando, Celeste, que acabou por manipular o amante e permanecer em casa da vítima por vários dias, até ser detida pela Polícia Judiciária.

Medida da pena

O magistrado enquadrou o crime no artigo 198º, nº 5, roubo agravado em razão da violência, na medida que a violência exercida para realizar o roubo resultou na morte do cidadão Armando Rodrigues. Neste sentido, uma vez que a pena de prisão está situada entre os 8 e os 15 anos, pela conduta dos arguidos o juiz aproximou as penas ao limite máximo e determinou o pagamento de uma indemnização.

O juiz concluiu dizendo que “a pena está ajustada à medida da conduta de cada arguido, pelo que justiça foi feita”. Mas o NotíciasdoNorte sabe que a medida de pena foi ao encontro das pretensões da defesa, mas para os familiares, houve “injustiça”. De modo que a decisão do juiz pode levar o caso a ser decidido com a entrega de um recurso de contestação junto do Supremo Tribunal de Justiça por parte do Ministério Público.

 


  1. Acho nesses casos não deve haver perdão, e, é necessáro usar as mão duras sobre a punição. é necessário fazer com que as pessoas aprender respeitar os outros, a lei precisa mudar. Há casos que devem ser pagas pelas mesmas moedas de formar fazer mudar as mentalidades instaladas nas cabeças de certas pessoas. Certas coisas que estão a acontecer agora, não são nosso, são coisas importadas, que devem ser repudiadas das nossas culturas.

  2. vitalina

    porque nao percuntem quem entregou na justica porque se nao fosse o rapazate ainda nenguem iria saber de nada ele fez coisa que nao devia fazer mais ela o enganoumais ele ajudou a justiça coisa que muitos nao faz ele nao era amante dela nao nao era so uns momentos e naquele dia ela aproveitou dele por isso neguem e deus nem justiça ele vai comprir o que deve mais ele e um rapaz de bem quem nunca fez nada no mundo que atira a premeira pedra

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